domingo, 24 de outubro de 2010

O nevoeiro do coração partido

de Max Lucado

É um nevoeiro escuro que aprisiona furtivamente a alma e se recusa a ir embora. É uma neblina silenciosa que esconde o sol e chama as trevas. É uma nuvem pesada que não honra qualquer hora nem respeita quem quer que seja. Depressão, desânimo, desapontamento, dúvida… todos são companheiros desta presença temida.

O nevoeiro do coração partido desorienta a nossa vida. Ele torna difícil ver o caminho. Abaixe as suas luzes. Limpe o pára-brisa. Ande mais devagar. Faça o que quiser, nada ajuda. Quando este nevoeiro nos rodeia, nossa visão fica bloqueada e o amanhã está para sempre distante. Quando esta escuridão ondulada nos envolve, as palavras mais sinceras de ajuda e esperança não passam de frases vazias.

Se você já foi traído por um amigo, sabe o que estou dizendo. Se já foi abandonado por um cônjuge ou um pai, já viu esse nevoeiro. Se já colocou uma pá de terra sobre o caixão de um ente querido ou ficou vigiando junto ao leito de alguém que ama, você reconhece também esta nuvem.

Se já esteve neste nevoeiro, ou está nele agora, pode estar certo de uma coisa — não se encontra sozinho. Até o mais esperto dos capitães da marinha já perdeu o rumo ao aparecer essa nuvem indesejada. Como disse certo comediante: “Se os corações partidos fossem anúncios, todos apareceríamos na televisão.”

Faça um retrospecto dos últimos dois ou três meses. Quantos corações partidos encontrou? Quantos espíritos feridos teve ocasião de observar? Quantas histórias de tragédias chegou a ler?

Minha própria reflexão é cautelosa:

- A mulher que perdeu o marido e o filho num terrível acidente automobilístico.
- A atraente mãe de três crianças que foi abandonada pelo cônjuge.
- O garoto atropelado e morto por um caminhão de lixo, quando saía do ônibus da escola. A mãe, que o esperava, testemunhou a tragédia.
- Os pais que encontraram o filho adolescente morto na floresta atrás de sua casa. Ele se enforcara com o próprio cinto numa árvore.

A lista continua indefinidamente. Tragédias nebulosas. Como cegam nossa visão e destroem os nossos sonhos. Esqueça todas as grandes esperanças de alcançar o mundo. Esqueça todos os planos de mudar a sociedade. Esqueça todas as aspirações de mover montanhas. Esqueça tudo isso. S6 me ajude a atravessar a noite.

O sofrimento do coração partido.

Venha comigo assistir aquela que foi talvez a noite mais enevoada da história. A cena é muito simples, você vai reconhecê-la rapidamente. Um bosque de oliveiras retorcidas. O chão coberto de pedras grandes. Um muro baixo de pedras. Uma noite escura, muito escura.

Veja agora o quadro. Olhe atentamente através da folhagem sombria. Vê aquela pessoa?

Vê aquela figura solitária? O que ele está fazendo? Deitado no chão. O rosto manchado de terra e lágrimas. Os punhos batendo no solo. Os olhos arregalados com o estupor do medo. O cabelo emaranhado por causa do suor salgado. Será aquilo sangue em sua testa?

Esse é Jesus. Jesus no Jardim do Getsêmani.

Você talvez tenha visto o retrato clássico de Cristo no jardim. Ajoelhado junto a uma grande rocha. Um alvo manto. Mãos pacificamente unidas em oração. Um olhar sereno em seu rosto. Um halo sobre a sua cabeça. Um raio de luz do céu, iluminando seu cabelo castanho dourado.

Eu não sou artista, mas posso dizer-lhe algo. O homem que pintou esse quadro não usou o evangelho de Marcos como modelo. Veja o que Marcos escreveu sobre aquela noite penosa:

“Então, foram a um lugar chamado Getsêmani; ali chegados, disse Jesus a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto eu vou orar. E, levando consigo a Pedro, Tiago e João, começou a sentir-se tomado de pavor e de angústia. E lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai.

E, adiantando-se um pouco, prostrou-se em terra; e orava para que, se possível, lhe fosse poupada aquela hora. E dizia: Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, e sim o que tu queres.

Voltando, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Simão, tu dormes? Não pudeste vigiar nem uma hora? Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.

Retirando-se de novo, orou repetindo as mesmas palavras. Voltando, achou-os outra vez dormindo, porque os seus olhos estavam pesados; e não sabiam o que lhe responder.

E veio pela terceira vez e disse-lhes: Ainda dormis e repousais! Basta! Chegou a hora; o Filho do Homem está sendo entregue nas mãos dos pecadores. Levantai-vos, vamos! Eis que o traidor se aproxima.”[1]

Observe estas frases: “Começou a sentir-se tomado de pavor e de angústia.” “Minha alma está profundamente triste.” “E, adiantando-se um pouco, prostrou-se em terra.”

Este parece um quadro de um Jesus santo, repousando na palma de Deus? De modo algum. Marcos usou tinta preta para descrever esta cena. Vemos um Jesus agonizante, lutando e se esforçando. Vemos um “homem de dores”.[2] Vemos um homem enfrentando o medo, em luta com os compromissos e ansiando por alívio.

Vemos Jesus no nevoeiro de um coração partido.

O escritor de Hebreus iria dizer mais tarde, “Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte”.[3]

Que descrição! Jesus sofrendo. Jesus às portas do medo. Jesus não está revestido de santidade, mas de humanidade.

Da próxima vez que o nevoeiro o envolver, você faria bem em lembrar-se de Jesus no jardim. Da próxima vez em que pensar que ninguém compreende, releia o capítulo 14 de Marcos. Da próxima vez que a autopiedade o convencer de que ninguém se importa, vá visitar o Getsêmani. E da próxima vez em que ficar imaginando se Deus realmente percebe a dor que prevalece neste poeirento planeta, ouça-o suplicando entre as árvores retorcidas.

Este é o meu ponto. Ver Deus desse modo faz maravilhas em relação ao nosso próprio sofrimento. Deus jamais foi tão humano quanto nessa hora. Deus jamais esteve mais próximo de nós do que quando sofreu. A Encarnação jamais foi tão cumprida quanto no jardim.

Como resultado, o tempo passado no nevoeiro da dor poderia ser o maior dom de Deus. Poderia ser a hora em que finalmente vemos nosso Criador. E verdade que no sofrimento Deus se assemelha mais ao homem; talvez em nosso sofrimento possamos ver a Deus como nunca antes.

Da próxima vez em que você for chamado para sofrer, observe. Talvez esse seja o ponto mais próximo em que vai estar de Deus. Preste muita atenção. Pode muito bem ser que a mão que se estende para guiá-lo para fora do nevoeiro esteja traspassada.

[1] Marcos 14:32-42
[2] Isaias 53:3
[3] Hebreus 5:7

Copyright © 1999 Editora Vida Cristã. Todos os direitos reservados.

domingo, 19 de setembro de 2010

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O Evangelho

Eu sinto verdadeiro espanto no meu coração
em constatar que o evangelho já mudou.
Quem ontem era servo agora acha-se Senhor
e diz a Deus como Ele tem que ser …

Mas o verdadeiro Evangelho exalta a Deus,
ele é tão claro como a água que eu bebi
E não se negocia sua essência e poder
se camuflado a excelência perderá!

O Evangelho é que desvenda os nossos olhos
e desamarra todo nó que já se fez
Porém, ninguém será liberto,
sem que clame arrependido aos pés de Cristo,
o Rei dos reis.

O Evangelho mostra o homem morto em seu pecar
sem condições de levantar-se por si só…
A menos que Jesus, que é justo,
o arranque de onde está
e o justifique
e o apresente ao Pai.

Mostra ainda a justiça de um Deus
que é bem maior que qualquer força ou ficção
Que não seria injusto se me deixasse perecer,
mas soberano em graça me escolheu

É por isso que não posso me esquecer,
sendo seu servo, não Lhe digo o que fazer
Determinando ou marcando hora para acontecer
o que Sua vontade mostrará.

O evangelho é que desvenda os nossos olhos
e desamarra todo nó que já se fez
Porém, ninguém será liberto0,
sem que clame arrependido aos pés de Cristo,
o Rei dos reis.

Porém, ninguém será liberto,
sem que clame arrependido aos pés de Cristo,
o Rei dos reis.

O Evangelho
Grupo Logos

domingo, 5 de julho de 2009

Sobre o inimigo

Caramba, como se fala no diabo! Fico impressionado como ele se tornou necessário. O diabo suga a fé, derruba crente, se infiltra em poderosas redes de televisão, envia pragas, fura pneu de carro, provoca terremotos, conhece os limites dos municípios e domina territórios. Compete e ganha de Deus. É diabo para cá e para lá o tempo todo.
Se alguém está triste, advinha quem mandou a tristeza. Se alguém duvida, advinha quem mandou a dúvida. Se alguém adoece, advinha quem mandou a enfermidade. Arre! Chega! Será que ninguém vai assumir o que faz? Fica fácil culpá-lo já que o mundo inteiro está controlado, guiado, dominado, manipulado e organizado por Satã. Mas o Bicho merece o estatus de espantalho, Judas, bode expiatório? Até quando os humanos vão projetar nele suas mazelas?
Dá para compreender tanta importância. Como se levantaria dinheiro nas igrejas se o Capeta não fosse a estrela do show da fé? Como televangelistas inculcariam pavor nas pessoas se o Coisa-Ruim não fosse tão medonho? Como as poderosas multinacionais da fé subsidiariam seus projetos se o Demo não adquirisse tanta força? Confesso. Tenho medo de uma religião em que o mal se torna o pivô da espiritualidade. Fico apreensivo com uma fé que não pode prescindir de ameaças e arredio com uma ética constrangida pela possibilidade de Satanás ter direitos legais para arrasar as pessoas que erram.
Não discuto a sua existência. Fico apenas suspeitoso com tanta badalação. Eu já não gostava dele, agora não aguento mais ouvir falar na Peste. Por mim, Belzebu não receberia nenhum jabá. Eu não permito que ele dê o tom do meu culto a Deus; não aceito que seja a minha motivação para agir. Enfim, não deixo que ele tome o lugar de Jesus.

Soli Deo Gloria

Ricardo Gondim é pastor da Igreja Betesda de São Paulo e presidente da Convenção Nacional da denominação.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

PODE O CRISTÃO LUTAR AO LADO DO NÃO-CRISTÃO?

A igreja costuma ver a sociedade em termos de – o povo de Deus e o mundo. Essa é uma diferenciação necessária. Existem, de uma certa forma, duas humanidades. O cristianismo faz uma clara divisão entre os seres humanos, baseada na relação que estes mantêm com o seu Criador. Há pessoas que não levam a Deus em consideração. Não o amam. Seus atos não visam à glória de Deus, suas mentes não se dedicam ao conhecimento de Deus, seus afetos não estão fixados em Deus, e, por isso, encontram-se mortas em seus pecados.
A fé cristã ensina com muita clareza que há um povo de propriedade exclusiva de Deus – sua igreja – a comunidade daqueles que se reconciliaram com Deus através de Cristo. O que caracteriza de modo especial essa gente é a experiência da salvação recebida gratuitamente pela fé em Cristo e a poderosa transformação de vida operada pelo Espírito Santo, mediante a qual o amor de Deus é implantado no coração dos que acolheram essa redenção.
Essas duas sociedades recebem tratamentos diferentes da parte de Deus. No seu imenso amor Ele ama a ambas, mas sorri apenas para uma. Todas suas criaturas estão sob seu amor benevolente (aquele aspecto do seu amor que o leva a tratar a todos com bondade, independentemente de sua condição moral e espiritual), mas nem todos são objetos do seu amor complacente (o amor que vem acompanhado de deleite, pelo fato do seu objeto ser possuidor de excelência). O destino dessas duas sociedades haverá de ser totalmente oposto. O cristianismo apregoa que uma separação final e definitiva ocorrerá. Os justos serão separados dos injustos. As portas do Reino se abrirão de par em par para todos aqueles que anelam por viver numa sociedade governada pela vontade amorosa e santa de Deus. De igual modo, Deus não puxará ninguém para o céu arrastando-o pelas orelhas.
Essa divisão, portanto, é boa, verdadeira e justa. É a afirmação de que há um governo moral no universo. A assunção de que para Deus há uma diferença entre ser um Adolf Hitler e ser um Francisco de Assis. Essa crença é capaz de mobilizar o povo de Deus para a dedicação ao prioritário trabalho de evangelização, pois o maior desejo de quem compreendeu de fato essa verdade é o de ver cada vez mais cidadãos da cidade dos homens fazerem parte da cidade de Deus. Não ter a cidadania celeste é a maior desventura que um ser humano pode experimentar em sua vida. Possuí-la, a maior alegria, privilégio e segurança.
O problema relativo a essa divisão que a igreja faz entre – igreja e mundo – é a falta de entendimento por parte de muitos, quanto à forma como cristãos devem se relacionar com não cristãos num Estado laico e pluralista. Esse é um fato da vida de todos os cristãos – vivemos em sociedades que não se encontram sob uma espécie de Estado teocrático cristão e nas quais temos que conviver com pessoas que possuem pontos de vista referentes à vida diferentes (num grau menor ou maior) da maneira cristã de enxergar as coisas.
Um risco que a igreja corre é o da acomodação. Permitir que o consenso esmagador determine o modo de vida dos seus membros e silenciar-se quando a maioria quer o que representa uma afronta a Deus e a dignidade humana. Um exemplo do primeiro é a aquiescência da igreja ao consumismo desenfreado, agora legitimado por uma teologia que o respalda. Um exemplo do segundo, podemos encontrar na atitude dos crentes alemães na Segunda Grande Guerra (sabemos que não todos) que anuíram ao ideário nazista (qual seria a nossa anuência ao mal nos dias de hoje?).Outro risco grave é falta de uma interação da igreja com o restante da sociedade no combate aos males sociais que afligem a todos. Percebe-se uma atitude anti-séptica por parte de igreja quando se trata de se juntar a um não-crente visando a obtenção de uma conquista social qualquer. A igreja confunde muitas vezes co-beligerância com ecumenismo. A Bíblia aprova o primeiro e condena o segundo. Este é sempre danoso e irracional. Leva a igreja a menosprezar o que Cristo fez na cruz, ao dizer que o homem pode chegar ao céu pelos seus próprios méritos. Falando a partir do ponto de vista intelectual, um absurdo, pois duas religiões que ensinam coisas diametralmente opostas podem ambas estar erradas, mas jamais certas ao mesmo tempo. Já o princípio da co-beligerância é bíblico, pois trata-se de cristãos se unindo a não-cristãos na luta por uma causa que lhes é comun (um exemplo disso é a interação do apóstolo Paulo com não-crentes no naufrágio relatado por Lucas em Atos capítulo 27 em diante). Ora, há um mundo de coisas que queremos e reivindicamos que não-crentes querem e reivindicam também. Não estamos lidando com marcianos (embora admitamos a diferença entre cristãos e não-cristãos ), mas com pessoas que foram criadas à imagem e semelhança de Deus. O necessário combate travado contra o nazismo na Segunda Grande Guerra, por exemplo, levou para a trincheira crentes e não crentes, que lado a lado enfrentaram um inimigo que lhes era comum.
A igreja deveria estar na vanguarda das lutas sociais em nosso país. Aliás, essa é uma das suas missões, pois será que há outro povo na Terra mais apto a conhecer as intenções de Deus? será que há alguém que deveria se indignar mais do que o crente quando a vida humana é vista como espoliada daquilo que lhe é fundamental para a preservação?
Em muitas ocasiões, esse combate deve conduzir a igreja à união com pessoas que não professam sua fé a fim de enfrentar adversários que ameaçam a todos. Se faltasse água no prédio onde você mora, e um ateu juntamente com um espírita o procurassem para estar na assembléia do condomínio a fim de tratar da questão, você diria para eles – “vão embora, vocês não professam minha fé?”. Você acha que seria sensato um crente se trancar no quarto para tão somente orar pela questão?
Não há setor da sociedade mais pronto para se organizar a fim de combater o desrespeito aos direitos humanos no nosso país do que a igreja. Estamos juntos todos os domingos e temos princípios de vida que dão uma razão de ser a luta em favor do respeito à dignidade humana. Poderíamos aproveitar essa facilidade de comunicação e valores em comum, para nos organizarmos, e, em seguida, organizarmos uma fração mais ampla da sociedade como um todo, visando trazer mais justiça e paz ao nosso País. A onda de assassinatos nas nossas cidades, por exemplo, está exigindo esse tipo de participação. Tudo o que espero é que as pedras não clamem no nosso lugar; que não venhamos a reboque dos que estão do lado de fora da igreja e que conseguiram,a despeito disso, enxergar as coisas melhor do que nós – que o mundo não fique sem entender como que um povo que diz conhecer a Deus, pode ser tão alienado, arrogante e insensível.
Antonio Carlos Costa
Pastor da Igreja Presbiteriana da Barra
Presidente do Rio de Paz
http://palavraplenacomunicacoes.blogspot.com/2007/03/pode-o-cristo-lutar-ao-lado-do-no.html

sábado, 9 de agosto de 2008

QUEM DESEJAR OUVIR, OUÇA!

Recebi de um irmão do Caminho da Graça os links abaixo, nos quais se pode baixar e ouvir várias mensagens minhas, e, como estou no negócio de "falir", de não proteger "direitos autorais humanos" [os meus apenas], mas proteger apenas os direitos autorais divinos [revelação], que é para todos; e, sendo o dono dos "direitos autorais humanos", os entrego a todos em vida, como desde há muito faço.
Assim o direito de reprodução e divulgação de "minhas mensagens" está franqueado a todos; posto que de mim, como conteúdo, só tiveram a boca, sendo o restante, que é tudo de fato, pertencente ao Senhor da Palavra.
Assim, quem desejar ouvir, ouça!
É só clicar nos títulos abaixo.
Simples.

O Verdadeiro Espírito do Evangelho
O Tapeceiro
Decepcionados com a Igreja - Parte 2
Entre anjos e feras
Onde nasce o Reino
Esta apavorante liberdade
Ameaça contra sacerdotes
O estado de um Ser que conhece a Deus - Salmo 16
Perseguido porém seguindo
Prisioneiros da Esperança
Um Homem e sua Esperança
Desprezando o Desprezo
Purificação do Templo
Aprender a viver contente
Decepcionados com a igreja - Parte 1
Decepcionados com a igreja - Parte 3
A força da melancolia
Quando o real nao parece realidade
O Bom Tesouro
Quatro Parábolas da Graça
Deus creu em Jesus
Muita Vista e Pouca Visão

Nele,

Caio

7 de agosto de 2008
Lago Norte
Brasília/DF

sábado, 5 de abril de 2008

A IGREJA PRIMITIVA E A IGREJA EVANGÉLICA CONTEMPORÂNEA

Os autênticos cristãos sabem que a doutrina dos apóstolos, contida nas Escrituras Sagradas, não pode sofrer nenhuma espécie de retoque no sentido de “facilitar” a vida dos que pretendem se tornar evangélicos nos dias de hoje. Sabemos, e não poderia ser diferente, que os métodos da divulgação do evangelho mudam de acordo com as épocas e as circunstâncias. Isso é plenamente salutar e até necessário, desde que os princípios doutrinários permaneçam inalterados. E é exatamente por isso que temos várias denominações religiosas, diferentes formas de cultos e a tecnologia e os meios de comunicação cada vez mais atuantes na igreja evangélica contemporânea. Infelizmente, muitos dos chamados evangélicos de hoje, além de estarem modificando o método, estão também alterando o conteúdo da Sã Doutrina que, por ser a verdade eterna e imutável acerca de Deus e do Evangelho (Jesus Cristo), não pode sofrer qualquer tipo de alteração, como já afirmamos. E qual é o objetivo maior dessas prejudiciais distorções? É exatamente não contrariar e “facilitar” a vida daqueles que se propõem a “seguir” a Cristo. Para isso, não se fala em pecado, arrependimento, mudança de vida, perseguição, provação, o negar-se a si mesmo, o tomar a sua cruz e a volta de Cristo. A prosperidade é o ponto alto da pregação. Seguir a Cristo, basicamente, significa estar isento de qualquer problema físico, financeiro e espiritual. É lógico que Deus na sua soberania e poder pode nos livrar de muitos problemas, desde que isso esteja dentro da Sua Vontade! E, por falar nisso, você sabe qual é a maior vontade de Deus para com a humanidade? A resposta está em I Tm 2:3-4 que diz: “Isto é bom aceitável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da Verdade”. Vejam só o caso de Abraão, Salomão e Jó, autênticos servos do Deus vivo. Foram homens abastados de bens e dinheiro, entretanto Jesus impôs ao jovem rico a condição de vender a sua riqueza e distribuir entre os pobres para depois segui-lo. Por que essa “discriminação” com o milionário jovem? Sabemos que os três primeiros não tinham o coração em suas riquezas, enquanto aquele jovem tinha um comportamento totalmente diferente e por isso saiu triste desistindo da proposta do Mestre por amar, acima de tudo, a sua riqueza. O apóstolo Paulo, o grande articulador da igreja primitiva, convivia com “um espinho em sua carne” que o perturbava dia e noite. Por três vezes pediu cura e não foi curado! Será que não merecia ser curado? Não tinha fé? Simplesmente aquela cura não fazia parte do plano de Deus!
Voltando às práticas atraentes da igreja evangélica atual vemos que o autêntico louvor cedeu lugar aos grandes shows ricamente produzidos para agradar a imensa e eufórica platéia. As coreografias estão cada vez mais presentes para “colorir” e “animar” ainda mais o espetáculo. Recentemente assisti na casa de um irmão o pedacinho de um vídeo desses barulhentos shows e, estupefato, vi, no meio da multidão que pulava freneticamente, vários casais dançando agarradinhos! Fiquei impressionado e estarrecido com essa nova forma de “louvar” a Deus em duplas! Orar em duplas, tudo bem. Eu já vi e já fiz! Mas, louvar a Deus em duplas daquela maneira, ainda não tinha visto! Por isso não pude continuar vendo tal aberração. Aquilo que João Batista disse e está registrado em Jo 3:30 “convém que Ele cresça e que eu diminua” não vale mais para os dias de hoje. O objetivo agora é ser o maior, a melhor atração, o mais importante. Afinal, a bilheteria tem de render um bom dinheiro!
O mundo moderno, incentivado fortemente pela mídia, não está ligando para esse negócio de conversão, arrependimento e compromisso, ou seja, mudar de rumo, voltar, ter uma nova vida, conforme a Palavra de Deus diz em II Co 5:17: “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas”. Os apóstolos do passado foram presos e perseguidos exclusivamente por causa do evangelho, bem diferente do que acontece com os “apóstolos” e “bispos” da atualidade. O pior é que eles ainda enganam seus “mantenedores” dizendo que estão sendo perseguidos por causa do evangelho! E os milhares de seguidores, por não conhecerem a Palavra de Deus, acreditam! O apóstolo Pedro, devidamente inspirado pelo Espírito Santo, declara: “Não sofra, porém, nenhum de vós como assassino, ou ladrão, ou malfeitor; mas, se sofrer como cristão, não se envergonhe disso; antes, glorifiquem a Deus com esse nome” (I Pe 4:15-16). Aqui no Brasil fala-se muito no crescimento do número de evangélicos. E a situação moral e espiritual do país está cada vez pior. O grande problema é que essa quantidade não está totalmente relacionada à qualidade. Assim, torna-se necessário enfatizar a recomendação do apóstolo Paulo, citada em Rm 12:1-2: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”.
Encerrando, faço um apelo aos guardiões da Sã Doutrina para formar fileiras cada vez mais fortes contra essa onda imposta pelo mundo que tem como objetivo desestabilizar a verdadeira doutrina do evangelho que, no final, certamente prevalecerá, conforme promessa do nosso Senhor Jesus Cristo.

Humberto Jônatas Jorge Miranda – Belém-Pa.

PÃO QUENTE DIÁRIO - Seja Bem Vindo !!!

PÃO QUENTE DIÁRIO - Seja Bem Vindo !!!

domingo, 30 de março de 2008

O GENOMA E A ÉTICA CRISTÃ

O que é genoma?
O genoma é o código genético de um indivíduo, contido no DNA (gene que determina os caracteres hereditários do indivíduo). O conjunto de DNA’s (genes), é comparado a um livro, no qual estão escritas todas as instruções que guiam a formação dos seres vivos e são transmitidas aos seus descendentes. O genoma é encontrado no núcleo das células sob a forma de filamentos. É como se fosse uma escada flexível formada por duas cordas torcidas, ligadas por degraus que são chamados de bases. Essas bases formam a sequência do DNA de cada organismo. Desvendar o sequenciamento das bases contidas no DNA é desvendar o seu código genético, o segredo de sua formação e de seu funcionamento, pois o DNA é o manual de instruções usado pela célula para formar e caracterizar o indivíduo.

O genoma da criança traz codificada no seu DNA não apenas sua estrutura, seu tamanho, sua cor e outros atributos físicos, mas também sua inteligência, sua suscetibilidade a doenças, seu tempo de vida e até aspectos de seu comportamento.

Surge, então, o Projeto Genoma Humano (PGH), cuja meta é ler e entender esses códigos, que são as instruções do indivíduo. Em outras palavras, é nada menos que a busca do completo conhecimento da base genética do homem, incluindo a base genética das doenças.

De posse desse conhecimento, o objetivo seguinte é aplicar tecnologia para alterar, quando preciso, algumas das instruções, visando aperfeiçoar o ser humano e livrá-lo de doenças e outros fatores limitantes.

PROJETO GENOMA HUMANO (PGH)

O PGH é um empreendimento internacional e foi lançado nos EUA formalmente em 1990, como uma iniciativa do setor público, tendo a liderança do Dr. James Watson, na época, chefe dos Institutos de Saúde dos EUA. Mais tarde o PGH foi aberto ao setor privado através de laboratórios da Europa, Japão e Austrália que se uniram ao projeto. Atualmente o PGH ocorre em escala mundial, inclusive com participação brasileira, envolvendo mais de 5000 cientistas em cerca de 250 laboratórios. Essas pesquisas são coordenadas pelo HUGO (Human Genome Organization), que conta com a colaboração de cerca de 1000 membros de 50 países diferentes.

O objetivo do PGH é fazer o mapeamento dos genes existentes no DNA das células do corpo humano, ou seja, construir uma série de diagramas descritivos de cada cromossomo humano e depois, ordenar estes fragmentos, de forma a corresponderem a suas respectivas posições nos cromossomos.
Depois de completo o mapeamento, o passo seguinte é determinar a sequência das bases de cada um dos fragmentos de DNA já ordenados. O objetivo é descobrir todos os genes na sequência do DNA e desenvolver meios de usar esta informação para estudos da biologia e da medicina.

Espera-se, para 2003, o resultado final dos trabalhos de mapeamento e sequenciamento do genoma. É quando o homem terá acesso ao que muitos cientistas têm chamado de "O Livro da Vida" ou "O Livro do Homem". É quando o homem obterá o máximo de conhecimento sobre si mesmo.
Segundo o Dr. Venter, um dos responsáveis pelo projeto nos EUA, uma vez concluído o PGH, será possível, pelo menos teoricamente, conceber um ser humano, e conclui: "A experiência histórica mostra que qualquer coisa é possível, cedo ou tarde".

A REVOLUÇÃO DO GENOMA

A revolução que a biomedicina vai atravessar a partir do conhecimento do genoma humano já começou. As informações obtidas até aqui já vêm sendo largamente utilizadas por pesquisadores em todo o mundo, inclusive no Brasil, em diversas áreas e de diversas formas.

Para os cientistas envolvidos no sequenciamento dos genes humanos, se ao menos metade das expectativas geradas em torno do novo conhecimento se concretizar, o esforço já terá valido a pena e transformado para sempre o modo de ver e lidar com os seres vivos.

As informações do genoma humano são suficientes para produzir centenas de testes de diagnósticos genéticos, bases para terapias contra doenças como câncer, AIDS, mal de Alzheimer, e outras. O resultado será uma medicina mais personalizada e eficiente, voltada para a prevenção.
Vejamos algumas aplicações para o conhecimento obtido a partir do genoma humano:

TESTES GENÉTICOS: Mais de 800 doenças causadas por defeitos nos genes já podem ser identificadas a partir de exames de DNA. O método de diagnóstico é considerado extremamente preciso. A cura de doenças hereditárias ainda não é possível, mas constatar o defeito ficou mais simples. Basta uma gota de sangue. Além disso, medidas capazes de controlar ou contornar sintomas podem ser adotadas antes de eles aparecerem. O exame de DNA é preciso porque não se baseia em conseqüências, e sim nas causas.

REMÉDIOS PERSONALIZADOS: Um remédio não funciona da mesma maneira para duas pessoas. Algumas são mais sensíveis a efeitos colaterais e isso pode ser determinado por variações nos genes. Nos EUA, dois milhões de pessoas são internadas a cada ano por causa de efeitos colaterais provocados por medicamentos. Cem mil delas morrem. A partir do conhecimento do genoma, pessoas propensas a reações adversas poderão tomar remédios feitos especialmente para elas, com menos efeitos colaterais e mais eficiência.

INVESTIGAÇÃO CRIMINAL POR DNA: Testes genéticos vêm sendo utilizados como provas criminais nos EUA, ajudando a livrar americanos do corredor da morte. Cerca de 90 condenados já escaparam da execução, graças a esse tipo de exame. Por outro lado, o mesmo exame já levou mais de 1300 criminosos para a cadeia.

ENGENHARIA DE BEBÊS: Hoje já é possível saber se um embrião tem determinadas doenças genéticas logo no início da gestação. Cientistas acreditam que até 2020, será possível modificar embriões humanos por meio de engenharia genética, podendo fazer com que sejam mais resistentes a doenças. Acreditam ainda, que será possível escolher as características que os pais queiram ou não que os filhos herdem, como cor dos olhos, tipo de cabelo, etc.

DIFERENÇAS RACIAIS: A genética baniu de vez o conceito de raça. Negros, brancos e asiáticos diferem tanto entre si quanto dentro de suas próprias etnias. Essencialmente somos todos gêmeos.

Sem dúvida os conhecimentos obtidos através do genoma humano estão causando e vão continuar causando um grande avanço no campo da medicina. O uso adequado desses conhecimentos pode beneficiar e muito a humanidade, proporcionando uma melhor qualidade de vida e muitas vitórias no combate a doenças que hoje, nos assombram e assustam.

Mas, até onde ir na aplicação desses conhecimentos? Quando, como e onde parar? São perguntas que chegam junto com todo esse avanço, perguntas que trazem também sérias implicações éticas que devem ser tratadas com muito cuidado.

O GENOMA E SUAS IMPLICAÇÕES ÉTICAS

Onze anos depois de ter sido iniciado, o PGH está, na visão de vários cientistas, próximo de alcançar os objetivos para o qual foi criado, desvendar o genoma humano, o código genético do homem. O "Livro da Vida", já está quase decodificado. Discutir se o PGH é certo ou errado, penso não ser o mais importante a essa altura. O grande problema agora, gira em torno de perguntas como: o que fazer com esse conhecimento? Até onde é de competência do homem manipular a vida? Quem, pode ter acesso às informações genéticas de um indivíduo?

Essas e outras questões levantadas em torno do genoma humano, tem levado órgãos de todo o mundo, tanto do setor público como privado, a se mobilizarem e discutirem os aspectos éticos do PGH. Pesquisadores e Instituições, já indagam se o conhecimento do material genético de uma pessoa, não causará sua exclusão social.

Nos EUA, esse é um problema que já tem acontecido. De 917 pessoas entrevistadas, 455 disseram já ter sofrido discriminação por parte de seguradoras, que tem se negado a cobrir certos casos, com base em informações genéticas. O problema é que é extremamente difícil impedir que essas seguradoras tenham acesso à ficha médica de seus segurados. Para evitar problemas de discriminação, 26 Estados americanos, já sancionaram leis que proíbem a discriminação ou exclusão por parte das seguradoras a indivíduos, com base em predisposições genéticas.
A indústria de seguros opõe-se tenazmente às novas leis e argumentam que se lhes for negado por lei o acesso a essas informações genéticas, é provável que tenham que fechar as portas, e já se cogita a existência de seguros especiais com base nessas informações.
Também empregadores se mostram cada vez mais interessados na utilização de testes genéticos para avaliar pretendentes empregados e até a carreira profissional de seus funcionários.

Empresas que investem no preparo e treinamento de seus funcionários, a longo prazo (principalmente na área executiva), se preocupam em não desperdiçar tempo e principalmente dinheiro, com funcionários que não possam prosseguir por longo tempo em suas carreiras.
Se uma mulher portadora de um gene de câncer de mama, ou um homem com predisposição a um infarto ou derrame, têm suas informações genéticas acessadas, isso se tornaria um fator determinante na contratação ou promoção.

Um jovem com 20 anos, por exemplo, que tenha predisposição a ter a doenças de Huntington, que só aparece na meia-idade (a partir dos 40 anos), poderia ser recusado por uma empresa num processo admissional. Mas, e seus 20 anos de vida saudável??? Afinal, é possível que algumas predisposições jamais se manifestem, e caso se manifeste, talvez nem seja algo tão sério que não possa ser tratado, ou quem sabe, até curado.

E não pára por aí, as informações sobre os genes de um indivíduo poderiam ser consultadas, por exemplo, por agências de adoção, escolas, órgãos públicos, e até por pessoas que tenham a intenção de tornar públicas essas informações a respeito de um determinado indivíduo, usando isso como uma arma eleitoral, por exemplo.

Outra polêmica a ser considerada é a manipulação genética. A questão é se é correto manipular ou modificar genes para que as pessoas transmitam a seus filhos determinadas características. Hoje já se usam técnicas de manipulação genética na agricultura e na pecuária, para se obter animais e vegetais com melhores qualidades. Se isso for aplicado também aos seres humanos, teríamos então, um verdadeiro "Projeto de Seres Humanos", com homens e mulheres fabricados para atender certas características e aspectos pré-definidos (pré-conceitos).

Se passarmos a encarar o homem meramente como um produto, estaremos deixando de lado o verdadeiro valor da essência humana: a identidade própria de cada indivíduo.
Numa sociedade onde pessoas são discriminadas por aspectos como condição financeira, raça, nacionalidade, religião, etc., corremos o sério risco de nos vermos assombrados por um novo e mais terrível aspecto de discriminação: a discriminação genética. Uma sociedade dividida entre homens e mulheres geneticamente perfeitos ou não, onde as oportunidades não sejam iguais pra todas as pessoas, mas, onde as melhores oportunidades sejam voltadas para um grupo superior, restando aos demais, achados inferiores, a subsistência às margens de uma "sociedade geneticamente perfeita, mas, moral e eticamente, corrompida".

CONCLUSÃO

O PGH demorou anos para ser pensado e executado. As possibilidades de hoje, resultantes das descobertas feitas até aqui, são um misto de encantamento e temor. Mas, ele é uma realidade, e está mais evidente do que se imagina.

Os benefícios que trará para o homem são muitos, e não podemos começar a ver o PGH como um monstro da ciência, que vai desencadear sobre a humanidade uma série de problemas e fatores negativos. Quando penso na melhoria da qualidade de vida, na cura de doenças que até aqui têm sido causas de sofrimento, morte e tristeza, na prevenção de problemas mentais, vejo, no PGH, a expressão de uma dádiva de Deus ao homem, a inteligência. Mas, quando penso na ambição, na ganância, na vaidade, na soberba, na falta de amor e respeito à vida, na busca de interesses próprios, como aquilo que tem impulsionado cientistas, pesquisadores e estudiosos nessa busca de conhecimento, peço a Deus, e essa deve ser nossa oração, que possam existir homens e mulheres envolvidos nesse projeto, que busquem d’Ele, a sabedoria para poderem usar, de forma correta, todo o conhecimento que têm adquirido.

Não podemos alimentar a expectativa de que o genoma será a última palavra em natureza humana. Ser humano significa mais do que ter um genoma humano escrito na química do DNA, é ter uma identidade própria, pessoal e, por que não dizer, sagrada.


Samuel de Oliveira é pastor e
colaborador do

sábado, 29 de março de 2008

Razão da minha vida - André Valadão

Meu coração pulsa Teu nome
Meus pensamentos chamam por Ti
Tu és a razão da minha adoração
Tu és o motivo da minha salvação

Tu és a razão da vida
O motivo de toda alegria
Em todo tempo louvarei
Adorarei, a Ti meu Rei.

Meus sentimentos foram sarados
E o meu amor foi restaurado
Jesus, estou apaixonado
Estou apaixonado por Ti

Tu és a razão da vida
O motivo de toda alegria
Em todo tempo louvarei
Adorarei, a Ti meu Rei

Hoje meus dias são cheios de glória
Meu coração traz a memória
Quando a Ti me entreguei
Pra sempre Teu serei

Tu és a razão da vida
O motivo de toda alegria
Em todo tempo louvarei
Adorarei, a Ti meu Rei

Tu és a razão da vida
O motivo de toda alegria
Em todo tempo louvarei
Adorarei, A Ti meu Rei

A Ti meu Rei