A igreja costuma ver a sociedade em termos de – o povo de Deus e o mundo. Essa é uma diferenciação necessária. Existem, de uma certa forma, duas humanidades. O cristianismo faz uma clara divisão entre os seres humanos, baseada na relação que estes mantêm com o seu Criador. Há pessoas que não levam a Deus em consideração. Não o amam. Seus atos não visam à glória de Deus, suas mentes não se dedicam ao conhecimento de Deus, seus afetos não estão fixados em Deus, e, por isso, encontram-se mortas em seus pecados.
A fé cristã ensina com muita clareza que há um povo de propriedade exclusiva de Deus – sua igreja – a comunidade daqueles que se reconciliaram com Deus através de Cristo. O que caracteriza de modo especial essa gente é a experiência da salvação recebida gratuitamente pela fé em Cristo e a poderosa transformação de vida operada pelo Espírito Santo, mediante a qual o amor de Deus é implantado no coração dos que acolheram essa redenção.
Essas duas sociedades recebem tratamentos diferentes da parte de Deus. No seu imenso amor Ele ama a ambas, mas sorri apenas para uma. Todas suas criaturas estão sob seu amor benevolente (aquele aspecto do seu amor que o leva a tratar a todos com bondade, independentemente de sua condição moral e espiritual), mas nem todos são objetos do seu amor complacente (o amor que vem acompanhado de deleite, pelo fato do seu objeto ser possuidor de excelência). O destino dessas duas sociedades haverá de ser totalmente oposto. O cristianismo apregoa que uma separação final e definitiva ocorrerá. Os justos serão separados dos injustos. As portas do Reino se abrirão de par em par para todos aqueles que anelam por viver numa sociedade governada pela vontade amorosa e santa de Deus. De igual modo, Deus não puxará ninguém para o céu arrastando-o pelas orelhas.
Essa divisão, portanto, é boa, verdadeira e justa. É a afirmação de que há um governo moral no universo. A assunção de que para Deus há uma diferença entre ser um Adolf Hitler e ser um Francisco de Assis. Essa crença é capaz de mobilizar o povo de Deus para a dedicação ao prioritário trabalho de evangelização, pois o maior desejo de quem compreendeu de fato essa verdade é o de ver cada vez mais cidadãos da cidade dos homens fazerem parte da cidade de Deus. Não ter a cidadania celeste é a maior desventura que um ser humano pode experimentar em sua vida. Possuí-la, a maior alegria, privilégio e segurança.
O problema relativo a essa divisão que a igreja faz entre – igreja e mundo – é a falta de entendimento por parte de muitos, quanto à forma como cristãos devem se relacionar com não cristãos num Estado laico e pluralista. Esse é um fato da vida de todos os cristãos – vivemos em sociedades que não se encontram sob uma espécie de Estado teocrático cristão e nas quais temos que conviver com pessoas que possuem pontos de vista referentes à vida diferentes (num grau menor ou maior) da maneira cristã de enxergar as coisas.
Um risco que a igreja corre é o da acomodação. Permitir que o consenso esmagador determine o modo de vida dos seus membros e silenciar-se quando a maioria quer o que representa uma afronta a Deus e a dignidade humana. Um exemplo do primeiro é a aquiescência da igreja ao consumismo desenfreado, agora legitimado por uma teologia que o respalda. Um exemplo do segundo, podemos encontrar na atitude dos crentes alemães na Segunda Grande Guerra (sabemos que não todos) que anuíram ao ideário nazista (qual seria a nossa anuência ao mal nos dias de hoje?).Outro risco grave é falta de uma interação da igreja com o restante da sociedade no combate aos males sociais que afligem a todos. Percebe-se uma atitude anti-séptica por parte de igreja quando se trata de se juntar a um não-crente visando a obtenção de uma conquista social qualquer. A igreja confunde muitas vezes co-beligerância com ecumenismo. A Bíblia aprova o primeiro e condena o segundo. Este é sempre danoso e irracional. Leva a igreja a menosprezar o que Cristo fez na cruz, ao dizer que o homem pode chegar ao céu pelos seus próprios méritos. Falando a partir do ponto de vista intelectual, um absurdo, pois duas religiões que ensinam coisas diametralmente opostas podem ambas estar erradas, mas jamais certas ao mesmo tempo. Já o princípio da co-beligerância é bíblico, pois trata-se de cristãos se unindo a não-cristãos na luta por uma causa que lhes é comun (um exemplo disso é a interação do apóstolo Paulo com não-crentes no naufrágio relatado por Lucas em Atos capítulo 27 em diante). Ora, há um mundo de coisas que queremos e reivindicamos que não-crentes querem e reivindicam também. Não estamos lidando com marcianos (embora admitamos a diferença entre cristãos e não-cristãos ), mas com pessoas que foram criadas à imagem e semelhança de Deus. O necessário combate travado contra o nazismo na Segunda Grande Guerra, por exemplo, levou para a trincheira crentes e não crentes, que lado a lado enfrentaram um inimigo que lhes era comum.
A igreja deveria estar na vanguarda das lutas sociais em nosso país. Aliás, essa é uma das suas missões, pois será que há outro povo na Terra mais apto a conhecer as intenções de Deus? será que há alguém que deveria se indignar mais do que o crente quando a vida humana é vista como espoliada daquilo que lhe é fundamental para a preservação?
Em muitas ocasiões, esse combate deve conduzir a igreja à união com pessoas que não professam sua fé a fim de enfrentar adversários que ameaçam a todos. Se faltasse água no prédio onde você mora, e um ateu juntamente com um espírita o procurassem para estar na assembléia do condomínio a fim de tratar da questão, você diria para eles – “vão embora, vocês não professam minha fé?”. Você acha que seria sensato um crente se trancar no quarto para tão somente orar pela questão?
Não há setor da sociedade mais pronto para se organizar a fim de combater o desrespeito aos direitos humanos no nosso país do que a igreja. Estamos juntos todos os domingos e temos princípios de vida que dão uma razão de ser a luta em favor do respeito à dignidade humana. Poderíamos aproveitar essa facilidade de comunicação e valores em comum, para nos organizarmos, e, em seguida, organizarmos uma fração mais ampla da sociedade como um todo, visando trazer mais justiça e paz ao nosso País. A onda de assassinatos nas nossas cidades, por exemplo, está exigindo esse tipo de participação. Tudo o que espero é que as pedras não clamem no nosso lugar; que não venhamos a reboque dos que estão do lado de fora da igreja e que conseguiram,a despeito disso, enxergar as coisas melhor do que nós – que o mundo não fique sem entender como que um povo que diz conhecer a Deus, pode ser tão alienado, arrogante e insensível.
Antonio Carlos Costa
Pastor da Igreja Presbiteriana da Barra
Presidente do Rio de Paz
http://palavraplenacomunicacoes.blogspot.com/2007/03/pode-o-cristo-lutar-ao-lado-do-no.html
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
sábado, 9 de agosto de 2008
QUEM DESEJAR OUVIR, OUÇA!
Recebi de um irmão do Caminho da Graça os links abaixo, nos quais se pode baixar e ouvir várias mensagens minhas, e, como estou no negócio de "falir", de não proteger "direitos autorais humanos" [os meus apenas], mas proteger apenas os direitos autorais divinos [revelação], que é para todos; e, sendo o dono dos "direitos autorais humanos", os entrego a todos em vida, como desde há muito faço.
Assim o direito de reprodução e divulgação de "minhas mensagens" está franqueado a todos; posto que de mim, como conteúdo, só tiveram a boca, sendo o restante, que é tudo de fato, pertencente ao Senhor da Palavra.
Assim, quem desejar ouvir, ouça!
É só clicar nos títulos abaixo.
Simples.
O Verdadeiro Espírito do Evangelho
O Tapeceiro
Decepcionados com a Igreja - Parte 2
Entre anjos e feras
Onde nasce o Reino
Esta apavorante liberdade
Ameaça contra sacerdotes
O estado de um Ser que conhece a Deus - Salmo 16
Perseguido porém seguindo
Prisioneiros da Esperança
Um Homem e sua Esperança
Desprezando o Desprezo
Purificação do Templo
Aprender a viver contente
Decepcionados com a igreja - Parte 1
Decepcionados com a igreja - Parte 3
A força da melancolia
Quando o real nao parece realidade
O Bom Tesouro
Quatro Parábolas da Graça
Deus creu em Jesus
Muita Vista e Pouca Visão
Nele,
Caio
7 de agosto de 2008
Lago Norte
Brasília/DF
Assim o direito de reprodução e divulgação de "minhas mensagens" está franqueado a todos; posto que de mim, como conteúdo, só tiveram a boca, sendo o restante, que é tudo de fato, pertencente ao Senhor da Palavra.
Assim, quem desejar ouvir, ouça!
É só clicar nos títulos abaixo.
Simples.
O Verdadeiro Espírito do Evangelho
O Tapeceiro
Decepcionados com a Igreja - Parte 2
Entre anjos e feras
Onde nasce o Reino
Esta apavorante liberdade
Ameaça contra sacerdotes
O estado de um Ser que conhece a Deus - Salmo 16
Perseguido porém seguindo
Prisioneiros da Esperança
Um Homem e sua Esperança
Desprezando o Desprezo
Purificação do Templo
Aprender a viver contente
Decepcionados com a igreja - Parte 1
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A força da melancolia
Quando o real nao parece realidade
O Bom Tesouro
Quatro Parábolas da Graça
Deus creu em Jesus
Muita Vista e Pouca Visão
Nele,
Caio
7 de agosto de 2008
Lago Norte
Brasília/DF
sábado, 5 de abril de 2008
A IGREJA PRIMITIVA E A IGREJA EVANGÉLICA CONTEMPORÂNEA
Os autênticos cristãos sabem que a doutrina dos apóstolos, contida nas Escrituras Sagradas, não pode sofrer nenhuma espécie de retoque no sentido de “facilitar” a vida dos que pretendem se tornar evangélicos nos dias de hoje. Sabemos, e não poderia ser diferente, que os métodos da divulgação do evangelho mudam de acordo com as épocas e as circunstâncias. Isso é plenamente salutar e até necessário, desde que os princípios doutrinários permaneçam inalterados. E é exatamente por isso que temos várias denominações religiosas, diferentes formas de cultos e a tecnologia e os meios de comunicação cada vez mais atuantes na igreja evangélica contemporânea. Infelizmente, muitos dos chamados evangélicos de hoje, além de estarem modificando o método, estão também alterando o conteúdo da Sã Doutrina que, por ser a verdade eterna e imutável acerca de Deus e do Evangelho (Jesus Cristo), não pode sofrer qualquer tipo de alteração, como já afirmamos. E qual é o objetivo maior dessas prejudiciais distorções? É exatamente não contrariar e “facilitar” a vida daqueles que se propõem a “seguir” a Cristo. Para isso, não se fala em pecado, arrependimento, mudança de vida, perseguição, provação, o negar-se a si mesmo, o tomar a sua cruz e a volta de Cristo. A prosperidade é o ponto alto da pregação. Seguir a Cristo, basicamente, significa estar isento de qualquer problema físico, financeiro e espiritual. É lógico que Deus na sua soberania e poder pode nos livrar de muitos problemas, desde que isso esteja dentro da Sua Vontade! E, por falar nisso, você sabe qual é a maior vontade de Deus para com a humanidade? A resposta está em I Tm 2:3-4 que diz: “Isto é bom aceitável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da Verdade”. Vejam só o caso de Abraão, Salomão e Jó, autênticos servos do Deus vivo. Foram homens abastados de bens e dinheiro, entretanto Jesus impôs ao jovem rico a condição de vender a sua riqueza e distribuir entre os pobres para depois segui-lo. Por que essa “discriminação” com o milionário jovem? Sabemos que os três primeiros não tinham o coração em suas riquezas, enquanto aquele jovem tinha um comportamento totalmente diferente e por isso saiu triste desistindo da proposta do Mestre por amar, acima de tudo, a sua riqueza. O apóstolo Paulo, o grande articulador da igreja primitiva, convivia com “um espinho em sua carne” que o perturbava dia e noite. Por três vezes pediu cura e não foi curado! Será que não merecia ser curado? Não tinha fé? Simplesmente aquela cura não fazia parte do plano de Deus!
Voltando às práticas atraentes da igreja evangélica atual vemos que o autêntico louvor cedeu lugar aos grandes shows ricamente produzidos para agradar a imensa e eufórica platéia. As coreografias estão cada vez mais presentes para “colorir” e “animar” ainda mais o espetáculo. Recentemente assisti na casa de um irmão o pedacinho de um vídeo desses barulhentos shows e, estupefato, vi, no meio da multidão que pulava freneticamente, vários casais dançando agarradinhos! Fiquei impressionado e estarrecido com essa nova forma de “louvar” a Deus em duplas! Orar em duplas, tudo bem. Eu já vi e já fiz! Mas, louvar a Deus em duplas daquela maneira, ainda não tinha visto! Por isso não pude continuar vendo tal aberração. Aquilo que João Batista disse e está registrado em Jo 3:30 “convém que Ele cresça e que eu diminua” não vale mais para os dias de hoje. O objetivo agora é ser o maior, a melhor atração, o mais importante. Afinal, a bilheteria tem de render um bom dinheiro!
O mundo moderno, incentivado fortemente pela mídia, não está ligando para esse negócio de conversão, arrependimento e compromisso, ou seja, mudar de rumo, voltar, ter uma nova vida, conforme a Palavra de Deus diz em II Co 5:17: “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas”. Os apóstolos do passado foram presos e perseguidos exclusivamente por causa do evangelho, bem diferente do que acontece com os “apóstolos” e “bispos” da atualidade. O pior é que eles ainda enganam seus “mantenedores” dizendo que estão sendo perseguidos por causa do evangelho! E os milhares de seguidores, por não conhecerem a Palavra de Deus, acreditam! O apóstolo Pedro, devidamente inspirado pelo Espírito Santo, declara: “Não sofra, porém, nenhum de vós como assassino, ou ladrão, ou malfeitor; mas, se sofrer como cristão, não se envergonhe disso; antes, glorifiquem a Deus com esse nome” (I Pe 4:15-16). Aqui no Brasil fala-se muito no crescimento do número de evangélicos. E a situação moral e espiritual do país está cada vez pior. O grande problema é que essa quantidade não está totalmente relacionada à qualidade. Assim, torna-se necessário enfatizar a recomendação do apóstolo Paulo, citada em Rm 12:1-2: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”.
Encerrando, faço um apelo aos guardiões da Sã Doutrina para formar fileiras cada vez mais fortes contra essa onda imposta pelo mundo que tem como objetivo desestabilizar a verdadeira doutrina do evangelho que, no final, certamente prevalecerá, conforme promessa do nosso Senhor Jesus Cristo.
Humberto Jônatas Jorge Miranda – Belém-Pa.
Voltando às práticas atraentes da igreja evangélica atual vemos que o autêntico louvor cedeu lugar aos grandes shows ricamente produzidos para agradar a imensa e eufórica platéia. As coreografias estão cada vez mais presentes para “colorir” e “animar” ainda mais o espetáculo. Recentemente assisti na casa de um irmão o pedacinho de um vídeo desses barulhentos shows e, estupefato, vi, no meio da multidão que pulava freneticamente, vários casais dançando agarradinhos! Fiquei impressionado e estarrecido com essa nova forma de “louvar” a Deus em duplas! Orar em duplas, tudo bem. Eu já vi e já fiz! Mas, louvar a Deus em duplas daquela maneira, ainda não tinha visto! Por isso não pude continuar vendo tal aberração. Aquilo que João Batista disse e está registrado em Jo 3:30 “convém que Ele cresça e que eu diminua” não vale mais para os dias de hoje. O objetivo agora é ser o maior, a melhor atração, o mais importante. Afinal, a bilheteria tem de render um bom dinheiro!
O mundo moderno, incentivado fortemente pela mídia, não está ligando para esse negócio de conversão, arrependimento e compromisso, ou seja, mudar de rumo, voltar, ter uma nova vida, conforme a Palavra de Deus diz em II Co 5:17: “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas”. Os apóstolos do passado foram presos e perseguidos exclusivamente por causa do evangelho, bem diferente do que acontece com os “apóstolos” e “bispos” da atualidade. O pior é que eles ainda enganam seus “mantenedores” dizendo que estão sendo perseguidos por causa do evangelho! E os milhares de seguidores, por não conhecerem a Palavra de Deus, acreditam! O apóstolo Pedro, devidamente inspirado pelo Espírito Santo, declara: “Não sofra, porém, nenhum de vós como assassino, ou ladrão, ou malfeitor; mas, se sofrer como cristão, não se envergonhe disso; antes, glorifiquem a Deus com esse nome” (I Pe 4:15-16). Aqui no Brasil fala-se muito no crescimento do número de evangélicos. E a situação moral e espiritual do país está cada vez pior. O grande problema é que essa quantidade não está totalmente relacionada à qualidade. Assim, torna-se necessário enfatizar a recomendação do apóstolo Paulo, citada em Rm 12:1-2: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”.
Encerrando, faço um apelo aos guardiões da Sã Doutrina para formar fileiras cada vez mais fortes contra essa onda imposta pelo mundo que tem como objetivo desestabilizar a verdadeira doutrina do evangelho que, no final, certamente prevalecerá, conforme promessa do nosso Senhor Jesus Cristo.
Humberto Jônatas Jorge Miranda – Belém-Pa.
domingo, 30 de março de 2008
O GENOMA E A ÉTICA CRISTÃ
O que é genoma?
O genoma é o código genético de um indivíduo, contido no DNA (gene que determina os caracteres hereditários do indivíduo). O conjunto de DNA’s (genes), é comparado a um livro, no qual estão escritas todas as instruções que guiam a formação dos seres vivos e são transmitidas aos seus descendentes. O genoma é encontrado no núcleo das células sob a forma de filamentos. É como se fosse uma escada flexível formada por duas cordas torcidas, ligadas por degraus que são chamados de bases. Essas bases formam a sequência do DNA de cada organismo. Desvendar o sequenciamento das bases contidas no DNA é desvendar o seu código genético, o segredo de sua formação e de seu funcionamento, pois o DNA é o manual de instruções usado pela célula para formar e caracterizar o indivíduo.
O genoma da criança traz codificada no seu DNA não apenas sua estrutura, seu tamanho, sua cor e outros atributos físicos, mas também sua inteligência, sua suscetibilidade a doenças, seu tempo de vida e até aspectos de seu comportamento.
Surge, então, o Projeto Genoma Humano (PGH), cuja meta é ler e entender esses códigos, que são as instruções do indivíduo. Em outras palavras, é nada menos que a busca do completo conhecimento da base genética do homem, incluindo a base genética das doenças.
De posse desse conhecimento, o objetivo seguinte é aplicar tecnologia para alterar, quando preciso, algumas das instruções, visando aperfeiçoar o ser humano e livrá-lo de doenças e outros fatores limitantes.
PROJETO GENOMA HUMANO (PGH)
O PGH é um empreendimento internacional e foi lançado nos EUA formalmente em 1990, como uma iniciativa do setor público, tendo a liderança do Dr. James Watson, na época, chefe dos Institutos de Saúde dos EUA. Mais tarde o PGH foi aberto ao setor privado através de laboratórios da Europa, Japão e Austrália que se uniram ao projeto. Atualmente o PGH ocorre em escala mundial, inclusive com participação brasileira, envolvendo mais de 5000 cientistas em cerca de 250 laboratórios. Essas pesquisas são coordenadas pelo HUGO (Human Genome Organization), que conta com a colaboração de cerca de 1000 membros de 50 países diferentes.
O objetivo do PGH é fazer o mapeamento dos genes existentes no DNA das células do corpo humano, ou seja, construir uma série de diagramas descritivos de cada cromossomo humano e depois, ordenar estes fragmentos, de forma a corresponderem a suas respectivas posições nos cromossomos.
Depois de completo o mapeamento, o passo seguinte é determinar a sequência das bases de cada um dos fragmentos de DNA já ordenados. O objetivo é descobrir todos os genes na sequência do DNA e desenvolver meios de usar esta informação para estudos da biologia e da medicina.
Espera-se, para 2003, o resultado final dos trabalhos de mapeamento e sequenciamento do genoma. É quando o homem terá acesso ao que muitos cientistas têm chamado de "O Livro da Vida" ou "O Livro do Homem". É quando o homem obterá o máximo de conhecimento sobre si mesmo.
Segundo o Dr. Venter, um dos responsáveis pelo projeto nos EUA, uma vez concluído o PGH, será possível, pelo menos teoricamente, conceber um ser humano, e conclui: "A experiência histórica mostra que qualquer coisa é possível, cedo ou tarde".
A REVOLUÇÃO DO GENOMA
A revolução que a biomedicina vai atravessar a partir do conhecimento do genoma humano já começou. As informações obtidas até aqui já vêm sendo largamente utilizadas por pesquisadores em todo o mundo, inclusive no Brasil, em diversas áreas e de diversas formas.
Para os cientistas envolvidos no sequenciamento dos genes humanos, se ao menos metade das expectativas geradas em torno do novo conhecimento se concretizar, o esforço já terá valido a pena e transformado para sempre o modo de ver e lidar com os seres vivos.
As informações do genoma humano são suficientes para produzir centenas de testes de diagnósticos genéticos, bases para terapias contra doenças como câncer, AIDS, mal de Alzheimer, e outras. O resultado será uma medicina mais personalizada e eficiente, voltada para a prevenção.
Vejamos algumas aplicações para o conhecimento obtido a partir do genoma humano:
TESTES GENÉTICOS: Mais de 800 doenças causadas por defeitos nos genes já podem ser identificadas a partir de exames de DNA. O método de diagnóstico é considerado extremamente preciso. A cura de doenças hereditárias ainda não é possível, mas constatar o defeito ficou mais simples. Basta uma gota de sangue. Além disso, medidas capazes de controlar ou contornar sintomas podem ser adotadas antes de eles aparecerem. O exame de DNA é preciso porque não se baseia em conseqüências, e sim nas causas.
REMÉDIOS PERSONALIZADOS: Um remédio não funciona da mesma maneira para duas pessoas. Algumas são mais sensíveis a efeitos colaterais e isso pode ser determinado por variações nos genes. Nos EUA, dois milhões de pessoas são internadas a cada ano por causa de efeitos colaterais provocados por medicamentos. Cem mil delas morrem. A partir do conhecimento do genoma, pessoas propensas a reações adversas poderão tomar remédios feitos especialmente para elas, com menos efeitos colaterais e mais eficiência.
INVESTIGAÇÃO CRIMINAL POR DNA: Testes genéticos vêm sendo utilizados como provas criminais nos EUA, ajudando a livrar americanos do corredor da morte. Cerca de 90 condenados já escaparam da execução, graças a esse tipo de exame. Por outro lado, o mesmo exame já levou mais de 1300 criminosos para a cadeia.
ENGENHARIA DE BEBÊS: Hoje já é possível saber se um embrião tem determinadas doenças genéticas logo no início da gestação. Cientistas acreditam que até 2020, será possível modificar embriões humanos por meio de engenharia genética, podendo fazer com que sejam mais resistentes a doenças. Acreditam ainda, que será possível escolher as características que os pais queiram ou não que os filhos herdem, como cor dos olhos, tipo de cabelo, etc.
DIFERENÇAS RACIAIS: A genética baniu de vez o conceito de raça. Negros, brancos e asiáticos diferem tanto entre si quanto dentro de suas próprias etnias. Essencialmente somos todos gêmeos.
Sem dúvida os conhecimentos obtidos através do genoma humano estão causando e vão continuar causando um grande avanço no campo da medicina. O uso adequado desses conhecimentos pode beneficiar e muito a humanidade, proporcionando uma melhor qualidade de vida e muitas vitórias no combate a doenças que hoje, nos assombram e assustam.
Mas, até onde ir na aplicação desses conhecimentos? Quando, como e onde parar? São perguntas que chegam junto com todo esse avanço, perguntas que trazem também sérias implicações éticas que devem ser tratadas com muito cuidado.
O GENOMA E SUAS IMPLICAÇÕES ÉTICAS
Onze anos depois de ter sido iniciado, o PGH está, na visão de vários cientistas, próximo de alcançar os objetivos para o qual foi criado, desvendar o genoma humano, o código genético do homem. O "Livro da Vida", já está quase decodificado. Discutir se o PGH é certo ou errado, penso não ser o mais importante a essa altura. O grande problema agora, gira em torno de perguntas como: o que fazer com esse conhecimento? Até onde é de competência do homem manipular a vida? Quem, pode ter acesso às informações genéticas de um indivíduo?
Essas e outras questões levantadas em torno do genoma humano, tem levado órgãos de todo o mundo, tanto do setor público como privado, a se mobilizarem e discutirem os aspectos éticos do PGH. Pesquisadores e Instituições, já indagam se o conhecimento do material genético de uma pessoa, não causará sua exclusão social.
Nos EUA, esse é um problema que já tem acontecido. De 917 pessoas entrevistadas, 455 disseram já ter sofrido discriminação por parte de seguradoras, que tem se negado a cobrir certos casos, com base em informações genéticas. O problema é que é extremamente difícil impedir que essas seguradoras tenham acesso à ficha médica de seus segurados. Para evitar problemas de discriminação, 26 Estados americanos, já sancionaram leis que proíbem a discriminação ou exclusão por parte das seguradoras a indivíduos, com base em predisposições genéticas.
A indústria de seguros opõe-se tenazmente às novas leis e argumentam que se lhes for negado por lei o acesso a essas informações genéticas, é provável que tenham que fechar as portas, e já se cogita a existência de seguros especiais com base nessas informações.
Também empregadores se mostram cada vez mais interessados na utilização de testes genéticos para avaliar pretendentes empregados e até a carreira profissional de seus funcionários.
Empresas que investem no preparo e treinamento de seus funcionários, a longo prazo (principalmente na área executiva), se preocupam em não desperdiçar tempo e principalmente dinheiro, com funcionários que não possam prosseguir por longo tempo em suas carreiras.
Se uma mulher portadora de um gene de câncer de mama, ou um homem com predisposição a um infarto ou derrame, têm suas informações genéticas acessadas, isso se tornaria um fator determinante na contratação ou promoção.
Um jovem com 20 anos, por exemplo, que tenha predisposição a ter a doenças de Huntington, que só aparece na meia-idade (a partir dos 40 anos), poderia ser recusado por uma empresa num processo admissional. Mas, e seus 20 anos de vida saudável??? Afinal, é possível que algumas predisposições jamais se manifestem, e caso se manifeste, talvez nem seja algo tão sério que não possa ser tratado, ou quem sabe, até curado.
E não pára por aí, as informações sobre os genes de um indivíduo poderiam ser consultadas, por exemplo, por agências de adoção, escolas, órgãos públicos, e até por pessoas que tenham a intenção de tornar públicas essas informações a respeito de um determinado indivíduo, usando isso como uma arma eleitoral, por exemplo.
Outra polêmica a ser considerada é a manipulação genética. A questão é se é correto manipular ou modificar genes para que as pessoas transmitam a seus filhos determinadas características. Hoje já se usam técnicas de manipulação genética na agricultura e na pecuária, para se obter animais e vegetais com melhores qualidades. Se isso for aplicado também aos seres humanos, teríamos então, um verdadeiro "Projeto de Seres Humanos", com homens e mulheres fabricados para atender certas características e aspectos pré-definidos (pré-conceitos).
Se passarmos a encarar o homem meramente como um produto, estaremos deixando de lado o verdadeiro valor da essência humana: a identidade própria de cada indivíduo.
Numa sociedade onde pessoas são discriminadas por aspectos como condição financeira, raça, nacionalidade, religião, etc., corremos o sério risco de nos vermos assombrados por um novo e mais terrível aspecto de discriminação: a discriminação genética. Uma sociedade dividida entre homens e mulheres geneticamente perfeitos ou não, onde as oportunidades não sejam iguais pra todas as pessoas, mas, onde as melhores oportunidades sejam voltadas para um grupo superior, restando aos demais, achados inferiores, a subsistência às margens de uma "sociedade geneticamente perfeita, mas, moral e eticamente, corrompida".
CONCLUSÃO
O PGH demorou anos para ser pensado e executado. As possibilidades de hoje, resultantes das descobertas feitas até aqui, são um misto de encantamento e temor. Mas, ele é uma realidade, e está mais evidente do que se imagina.
Os benefícios que trará para o homem são muitos, e não podemos começar a ver o PGH como um monstro da ciência, que vai desencadear sobre a humanidade uma série de problemas e fatores negativos. Quando penso na melhoria da qualidade de vida, na cura de doenças que até aqui têm sido causas de sofrimento, morte e tristeza, na prevenção de problemas mentais, vejo, no PGH, a expressão de uma dádiva de Deus ao homem, a inteligência. Mas, quando penso na ambição, na ganância, na vaidade, na soberba, na falta de amor e respeito à vida, na busca de interesses próprios, como aquilo que tem impulsionado cientistas, pesquisadores e estudiosos nessa busca de conhecimento, peço a Deus, e essa deve ser nossa oração, que possam existir homens e mulheres envolvidos nesse projeto, que busquem d’Ele, a sabedoria para poderem usar, de forma correta, todo o conhecimento que têm adquirido.
Não podemos alimentar a expectativa de que o genoma será a última palavra em natureza humana. Ser humano significa mais do que ter um genoma humano escrito na química do DNA, é ter uma identidade própria, pessoal e, por que não dizer, sagrada.
Samuel de Oliveira é pastor e
O genoma é o código genético de um indivíduo, contido no DNA (gene que determina os caracteres hereditários do indivíduo). O conjunto de DNA’s (genes), é comparado a um livro, no qual estão escritas todas as instruções que guiam a formação dos seres vivos e são transmitidas aos seus descendentes. O genoma é encontrado no núcleo das células sob a forma de filamentos. É como se fosse uma escada flexível formada por duas cordas torcidas, ligadas por degraus que são chamados de bases. Essas bases formam a sequência do DNA de cada organismo. Desvendar o sequenciamento das bases contidas no DNA é desvendar o seu código genético, o segredo de sua formação e de seu funcionamento, pois o DNA é o manual de instruções usado pela célula para formar e caracterizar o indivíduo.
O genoma da criança traz codificada no seu DNA não apenas sua estrutura, seu tamanho, sua cor e outros atributos físicos, mas também sua inteligência, sua suscetibilidade a doenças, seu tempo de vida e até aspectos de seu comportamento.
Surge, então, o Projeto Genoma Humano (PGH), cuja meta é ler e entender esses códigos, que são as instruções do indivíduo. Em outras palavras, é nada menos que a busca do completo conhecimento da base genética do homem, incluindo a base genética das doenças.
De posse desse conhecimento, o objetivo seguinte é aplicar tecnologia para alterar, quando preciso, algumas das instruções, visando aperfeiçoar o ser humano e livrá-lo de doenças e outros fatores limitantes.
PROJETO GENOMA HUMANO (PGH)
O PGH é um empreendimento internacional e foi lançado nos EUA formalmente em 1990, como uma iniciativa do setor público, tendo a liderança do Dr. James Watson, na época, chefe dos Institutos de Saúde dos EUA. Mais tarde o PGH foi aberto ao setor privado através de laboratórios da Europa, Japão e Austrália que se uniram ao projeto. Atualmente o PGH ocorre em escala mundial, inclusive com participação brasileira, envolvendo mais de 5000 cientistas em cerca de 250 laboratórios. Essas pesquisas são coordenadas pelo HUGO (Human Genome Organization), que conta com a colaboração de cerca de 1000 membros de 50 países diferentes.
O objetivo do PGH é fazer o mapeamento dos genes existentes no DNA das células do corpo humano, ou seja, construir uma série de diagramas descritivos de cada cromossomo humano e depois, ordenar estes fragmentos, de forma a corresponderem a suas respectivas posições nos cromossomos.
Depois de completo o mapeamento, o passo seguinte é determinar a sequência das bases de cada um dos fragmentos de DNA já ordenados. O objetivo é descobrir todos os genes na sequência do DNA e desenvolver meios de usar esta informação para estudos da biologia e da medicina.
Espera-se, para 2003, o resultado final dos trabalhos de mapeamento e sequenciamento do genoma. É quando o homem terá acesso ao que muitos cientistas têm chamado de "O Livro da Vida" ou "O Livro do Homem". É quando o homem obterá o máximo de conhecimento sobre si mesmo.
Segundo o Dr. Venter, um dos responsáveis pelo projeto nos EUA, uma vez concluído o PGH, será possível, pelo menos teoricamente, conceber um ser humano, e conclui: "A experiência histórica mostra que qualquer coisa é possível, cedo ou tarde".
A REVOLUÇÃO DO GENOMA
A revolução que a biomedicina vai atravessar a partir do conhecimento do genoma humano já começou. As informações obtidas até aqui já vêm sendo largamente utilizadas por pesquisadores em todo o mundo, inclusive no Brasil, em diversas áreas e de diversas formas.
Para os cientistas envolvidos no sequenciamento dos genes humanos, se ao menos metade das expectativas geradas em torno do novo conhecimento se concretizar, o esforço já terá valido a pena e transformado para sempre o modo de ver e lidar com os seres vivos.
As informações do genoma humano são suficientes para produzir centenas de testes de diagnósticos genéticos, bases para terapias contra doenças como câncer, AIDS, mal de Alzheimer, e outras. O resultado será uma medicina mais personalizada e eficiente, voltada para a prevenção.
Vejamos algumas aplicações para o conhecimento obtido a partir do genoma humano:
TESTES GENÉTICOS: Mais de 800 doenças causadas por defeitos nos genes já podem ser identificadas a partir de exames de DNA. O método de diagnóstico é considerado extremamente preciso. A cura de doenças hereditárias ainda não é possível, mas constatar o defeito ficou mais simples. Basta uma gota de sangue. Além disso, medidas capazes de controlar ou contornar sintomas podem ser adotadas antes de eles aparecerem. O exame de DNA é preciso porque não se baseia em conseqüências, e sim nas causas.
REMÉDIOS PERSONALIZADOS: Um remédio não funciona da mesma maneira para duas pessoas. Algumas são mais sensíveis a efeitos colaterais e isso pode ser determinado por variações nos genes. Nos EUA, dois milhões de pessoas são internadas a cada ano por causa de efeitos colaterais provocados por medicamentos. Cem mil delas morrem. A partir do conhecimento do genoma, pessoas propensas a reações adversas poderão tomar remédios feitos especialmente para elas, com menos efeitos colaterais e mais eficiência.
INVESTIGAÇÃO CRIMINAL POR DNA: Testes genéticos vêm sendo utilizados como provas criminais nos EUA, ajudando a livrar americanos do corredor da morte. Cerca de 90 condenados já escaparam da execução, graças a esse tipo de exame. Por outro lado, o mesmo exame já levou mais de 1300 criminosos para a cadeia.
ENGENHARIA DE BEBÊS: Hoje já é possível saber se um embrião tem determinadas doenças genéticas logo no início da gestação. Cientistas acreditam que até 2020, será possível modificar embriões humanos por meio de engenharia genética, podendo fazer com que sejam mais resistentes a doenças. Acreditam ainda, que será possível escolher as características que os pais queiram ou não que os filhos herdem, como cor dos olhos, tipo de cabelo, etc.
DIFERENÇAS RACIAIS: A genética baniu de vez o conceito de raça. Negros, brancos e asiáticos diferem tanto entre si quanto dentro de suas próprias etnias. Essencialmente somos todos gêmeos.
Sem dúvida os conhecimentos obtidos através do genoma humano estão causando e vão continuar causando um grande avanço no campo da medicina. O uso adequado desses conhecimentos pode beneficiar e muito a humanidade, proporcionando uma melhor qualidade de vida e muitas vitórias no combate a doenças que hoje, nos assombram e assustam.
Mas, até onde ir na aplicação desses conhecimentos? Quando, como e onde parar? São perguntas que chegam junto com todo esse avanço, perguntas que trazem também sérias implicações éticas que devem ser tratadas com muito cuidado.
O GENOMA E SUAS IMPLICAÇÕES ÉTICAS
Onze anos depois de ter sido iniciado, o PGH está, na visão de vários cientistas, próximo de alcançar os objetivos para o qual foi criado, desvendar o genoma humano, o código genético do homem. O "Livro da Vida", já está quase decodificado. Discutir se o PGH é certo ou errado, penso não ser o mais importante a essa altura. O grande problema agora, gira em torno de perguntas como: o que fazer com esse conhecimento? Até onde é de competência do homem manipular a vida? Quem, pode ter acesso às informações genéticas de um indivíduo?
Essas e outras questões levantadas em torno do genoma humano, tem levado órgãos de todo o mundo, tanto do setor público como privado, a se mobilizarem e discutirem os aspectos éticos do PGH. Pesquisadores e Instituições, já indagam se o conhecimento do material genético de uma pessoa, não causará sua exclusão social.
Nos EUA, esse é um problema que já tem acontecido. De 917 pessoas entrevistadas, 455 disseram já ter sofrido discriminação por parte de seguradoras, que tem se negado a cobrir certos casos, com base em informações genéticas. O problema é que é extremamente difícil impedir que essas seguradoras tenham acesso à ficha médica de seus segurados. Para evitar problemas de discriminação, 26 Estados americanos, já sancionaram leis que proíbem a discriminação ou exclusão por parte das seguradoras a indivíduos, com base em predisposições genéticas.
A indústria de seguros opõe-se tenazmente às novas leis e argumentam que se lhes for negado por lei o acesso a essas informações genéticas, é provável que tenham que fechar as portas, e já se cogita a existência de seguros especiais com base nessas informações.
Também empregadores se mostram cada vez mais interessados na utilização de testes genéticos para avaliar pretendentes empregados e até a carreira profissional de seus funcionários.
Empresas que investem no preparo e treinamento de seus funcionários, a longo prazo (principalmente na área executiva), se preocupam em não desperdiçar tempo e principalmente dinheiro, com funcionários que não possam prosseguir por longo tempo em suas carreiras.
Se uma mulher portadora de um gene de câncer de mama, ou um homem com predisposição a um infarto ou derrame, têm suas informações genéticas acessadas, isso se tornaria um fator determinante na contratação ou promoção.
Um jovem com 20 anos, por exemplo, que tenha predisposição a ter a doenças de Huntington, que só aparece na meia-idade (a partir dos 40 anos), poderia ser recusado por uma empresa num processo admissional. Mas, e seus 20 anos de vida saudável??? Afinal, é possível que algumas predisposições jamais se manifestem, e caso se manifeste, talvez nem seja algo tão sério que não possa ser tratado, ou quem sabe, até curado.
E não pára por aí, as informações sobre os genes de um indivíduo poderiam ser consultadas, por exemplo, por agências de adoção, escolas, órgãos públicos, e até por pessoas que tenham a intenção de tornar públicas essas informações a respeito de um determinado indivíduo, usando isso como uma arma eleitoral, por exemplo.
Outra polêmica a ser considerada é a manipulação genética. A questão é se é correto manipular ou modificar genes para que as pessoas transmitam a seus filhos determinadas características. Hoje já se usam técnicas de manipulação genética na agricultura e na pecuária, para se obter animais e vegetais com melhores qualidades. Se isso for aplicado também aos seres humanos, teríamos então, um verdadeiro "Projeto de Seres Humanos", com homens e mulheres fabricados para atender certas características e aspectos pré-definidos (pré-conceitos).
Se passarmos a encarar o homem meramente como um produto, estaremos deixando de lado o verdadeiro valor da essência humana: a identidade própria de cada indivíduo.
Numa sociedade onde pessoas são discriminadas por aspectos como condição financeira, raça, nacionalidade, religião, etc., corremos o sério risco de nos vermos assombrados por um novo e mais terrível aspecto de discriminação: a discriminação genética. Uma sociedade dividida entre homens e mulheres geneticamente perfeitos ou não, onde as oportunidades não sejam iguais pra todas as pessoas, mas, onde as melhores oportunidades sejam voltadas para um grupo superior, restando aos demais, achados inferiores, a subsistência às margens de uma "sociedade geneticamente perfeita, mas, moral e eticamente, corrompida".
CONCLUSÃO
O PGH demorou anos para ser pensado e executado. As possibilidades de hoje, resultantes das descobertas feitas até aqui, são um misto de encantamento e temor. Mas, ele é uma realidade, e está mais evidente do que se imagina.
Os benefícios que trará para o homem são muitos, e não podemos começar a ver o PGH como um monstro da ciência, que vai desencadear sobre a humanidade uma série de problemas e fatores negativos. Quando penso na melhoria da qualidade de vida, na cura de doenças que até aqui têm sido causas de sofrimento, morte e tristeza, na prevenção de problemas mentais, vejo, no PGH, a expressão de uma dádiva de Deus ao homem, a inteligência. Mas, quando penso na ambição, na ganância, na vaidade, na soberba, na falta de amor e respeito à vida, na busca de interesses próprios, como aquilo que tem impulsionado cientistas, pesquisadores e estudiosos nessa busca de conhecimento, peço a Deus, e essa deve ser nossa oração, que possam existir homens e mulheres envolvidos nesse projeto, que busquem d’Ele, a sabedoria para poderem usar, de forma correta, todo o conhecimento que têm adquirido.
Não podemos alimentar a expectativa de que o genoma será a última palavra em natureza humana. Ser humano significa mais do que ter um genoma humano escrito na química do DNA, é ter uma identidade própria, pessoal e, por que não dizer, sagrada.
Samuel de Oliveira é pastor e
colaborador do
sábado, 29 de março de 2008
Razão da minha vida - André Valadão
Meu coração pulsa Teu nome
Meus pensamentos chamam por Ti
Tu és a razão da minha adoração
Tu és o motivo da minha salvação
Tu és a razão da vida
O motivo de toda alegria
Em todo tempo louvarei
Adorarei, a Ti meu Rei.
Meus sentimentos foram sarados
E o meu amor foi restaurado
Jesus, estou apaixonado
Estou apaixonado por Ti
Tu és a razão da vida
O motivo de toda alegria
Em todo tempo louvarei
Adorarei, a Ti meu Rei
Hoje meus dias são cheios de glória
Meu coração traz a memória
Quando a Ti me entreguei
Pra sempre Teu serei
Tu és a razão da vida
O motivo de toda alegria
Em todo tempo louvarei
Adorarei, a Ti meu Rei
Tu és a razão da vida
O motivo de toda alegria
Em todo tempo louvarei
Adorarei, A Ti meu Rei
A Ti meu Rei
Meus pensamentos chamam por Ti
Tu és a razão da minha adoração
Tu és o motivo da minha salvação
Tu és a razão da vida
O motivo de toda alegria
Em todo tempo louvarei
Adorarei, a Ti meu Rei.
Meus sentimentos foram sarados
E o meu amor foi restaurado
Jesus, estou apaixonado
Estou apaixonado por Ti
Tu és a razão da vida
O motivo de toda alegria
Em todo tempo louvarei
Adorarei, a Ti meu Rei
Hoje meus dias são cheios de glória
Meu coração traz a memória
Quando a Ti me entreguei
Pra sempre Teu serei
Tu és a razão da vida
O motivo de toda alegria
Em todo tempo louvarei
Adorarei, a Ti meu Rei
Tu és a razão da vida
O motivo de toda alegria
Em todo tempo louvarei
Adorarei, A Ti meu Rei
A Ti meu Rei
sexta-feira, 28 de março de 2008
Scooby-Doo, a Igreja e o Baú de Olhos
Assisti há algum tempo ao Scooby-doo, o Filme (o primeiro). Como filme, é mediano. Como reconstrução de um dos desenhos que eu mais gostava de assistir quando criança, um fracasso.
A história (?) do filme se passa em uma ilha, onde adolescentes e jovens estavam tendo suas "almas" roubadas e depositadas em um grande caldeirão, onde depois de uma mistura mágica seriam todas (as almas) encerradas em um único ser, que passaria a ser o grande controlador daqueles jovens.
Os jovens e adolescentes que "perdiam" suas almas andavam pela ilha como robôs, sem vontade própria, fazendo a vontade daquele que mantinha suas almas presas no caldeirão.
Seria uma bela alusão ao diabo, não ? Mas eu acho que tem mais a ver com a igreja de hoje... infelizmente.
Muitas igrejas hoje (quando digo igreja, digo instituição, organização, não organismo) não roubam almas, roubam olhos, os nossos olhos.
Somos dia a dia roubados de nossa maneira de ver as coisas para vermos então com o único olho que nos é imposto pela instituição. Tornamo-nos ciclopes (aqueles monstros mitológicos com um grande olho na testa)espirituais, forçados a só vermos o mundo de uma forma, a forma que a igreja quer que vejamos e em uma direção, a direção traçada pela mesma.
É lamentável vermos (ainda vemos?) que qualquer um que se levante com uma visão diferente daquela "dada por Deus à liderança" logo é execrado do meio em que está e taxado de "herege", "carnal" (a inquisição psicológica é pior que a física).
Tenho pra mim que em muitas igrejas deve haver um quartinho nos fundos, onde bem enterrado se encontra um enorme baú, o baú dos olhos... dos nossos olhos. Ninguém deve ter acesso a esse baú, a não ser que seja para depositar ali novos olhos e fechá-lo novamente, hermeticamente, fortemente, porque a abertura prolongada desse baú pode fazer com que os olhos queiram voltar pros seus donos... isso seria uma tragédia.
O baú dos olhos faz parte do "kit" de grande "líderes". Gente inquestionável... ungidos do senhor (assim mesmo, com "s" minúsculo)... super astros... novos apóstolos... senhores de nós... servos de si mesmos...
Com nossos olhos roubados e bem guardados no enorme baú, a manipulação e a alienação são simplesmente conseqüências... nem é preciso tanto esforço. Gente sem olho não vê, e por mais que tente ver, não enxerga. O pior cego não é aquele que não quer ver. O pior cego é aquele que não tem olhos!
O pior dos donos do baú de olhos é que, como já disse antes, nos implantam um outro olho no meio da testa (engraçado, mas me faz lembrar da marca da besta na fronte... quem sabe, né?). Passamos a ver como eles. Minto! Não vemos como eles... eles são mais espertos... passamos a ver o que eles querem que vejamos. Se víssemos o que eles vêem veríamos o nosso próprio engano e veríamos a mágica arca, não a da aliança, mas a da alienação, escondida nos fundos dos mega-templos dos megalomaníacos senhores.
O olho que nos é imposto na testa representa toda a dominação sobre nossos pensamentos e atitudes. A Bíblia diz que os nossos olhos são as janelas do corpo. Se nossos olhos forem bons todo o corpo será. Com olhos roubados temos corpos roubados, pois nossos corpos agora são dominados por olhos de outros e passam a manifestar somente o que aquele grande olho vê. Lei... regras... inquisições... Os corpos agora deixam de ser vida para serem morte. Nossos corpos vivem sob a lei do grande olho... do Big Brother eva-angelical... cíclopes perdidos... sem direção... porque quem tem um olho só só anda em uma direção, não vê saídas, oportunidades.
Certa vez li num livro de Rubem Alves que se alguém só possui uma flauta, está condenado a tocar nela todas as melodias que conhece. Quem tem um olho só está fadado a enxergar apenas uma estrada...e pode ser a trilha errada.
Nunca fui muito com a cara de quem tem sempre a mesma resposta pra qualquer que seja o problema. Parece aquela "pomada de peixe elétrico" que via os camelôs vendendo na estação das barcas de Niterói: aquilo "cura" artrite, artrose, bico-de-papagaio, frieira, hemorróidas, machucados em geral, inflamações, lombalgias, e outras coisas mais. Mas é mais fácil comprar a "pomada de peixe elétrico" do que ter que correr atrás da verdade e daquilo que realmente é a cura para o meu
problema particular, diferente dos problemas de outros.
Os donos dos olhos têm sempre respostas prontas... são reivindicações, ordenanças, profecias, profetadas, "orações ungidas", visões, revelações novas (mais velhas que minha avó), etc. Gente assim me faz mal... sinto-as olhando para os meus olhos como olham para um demônio e pensando... temos que arrancá-lo. O exorcismo dos olhos de quem vê é a única arma dos donos dos baús de olhos. Olhos diferentes os amedrontam.
Finalmente, volto ao Scooby-doo. No fim de toda história dos aventureiros da "Máquina de Mistérios" havia a revelação surpreendente: Não eram fantasmas, nem demônios que estavam aterrorizando as pessoas. Eram sempre homens. Homens se disfarçavam de demônios e fantasmas para conseguirem seus intentos. Nas igrejas é diferente, o disfarce é outro, são anjos e seres espirituais que ordenam a entrega dos olhos. Os olhos, dizem eles, são maus. "Dêem-nos seus olhos e lhes daremos um modo novo de ver a vida"... e ao entregarem seus olhos, pessoas entregam seus corpos... para o serviço dos senhores de um olho só.
Que Deus, que tudo vê, Senhor verdadeiro dos olhos de quem o contemplam, possa livrar-nos da barganha de homens maus e jamais permitir que estejamos com os nossos olhos presos nos imensos baús de olhos enterrados em algum lugar dos grandes "reinos deste mundo".
Quem tem olhos... veja...
Com amor,
José Barbosa Junior
Visite: www.crerepensar.com.br
A história (?) do filme se passa em uma ilha, onde adolescentes e jovens estavam tendo suas "almas" roubadas e depositadas em um grande caldeirão, onde depois de uma mistura mágica seriam todas (as almas) encerradas em um único ser, que passaria a ser o grande controlador daqueles jovens.
Os jovens e adolescentes que "perdiam" suas almas andavam pela ilha como robôs, sem vontade própria, fazendo a vontade daquele que mantinha suas almas presas no caldeirão.
Seria uma bela alusão ao diabo, não ? Mas eu acho que tem mais a ver com a igreja de hoje... infelizmente.
Muitas igrejas hoje (quando digo igreja, digo instituição, organização, não organismo) não roubam almas, roubam olhos, os nossos olhos.
Somos dia a dia roubados de nossa maneira de ver as coisas para vermos então com o único olho que nos é imposto pela instituição. Tornamo-nos ciclopes (aqueles monstros mitológicos com um grande olho na testa)espirituais, forçados a só vermos o mundo de uma forma, a forma que a igreja quer que vejamos e em uma direção, a direção traçada pela mesma.
É lamentável vermos (ainda vemos?) que qualquer um que se levante com uma visão diferente daquela "dada por Deus à liderança" logo é execrado do meio em que está e taxado de "herege", "carnal" (a inquisição psicológica é pior que a física).
Tenho pra mim que em muitas igrejas deve haver um quartinho nos fundos, onde bem enterrado se encontra um enorme baú, o baú dos olhos... dos nossos olhos. Ninguém deve ter acesso a esse baú, a não ser que seja para depositar ali novos olhos e fechá-lo novamente, hermeticamente, fortemente, porque a abertura prolongada desse baú pode fazer com que os olhos queiram voltar pros seus donos... isso seria uma tragédia.
O baú dos olhos faz parte do "kit" de grande "líderes". Gente inquestionável... ungidos do senhor (assim mesmo, com "s" minúsculo)... super astros... novos apóstolos... senhores de nós... servos de si mesmos...
Com nossos olhos roubados e bem guardados no enorme baú, a manipulação e a alienação são simplesmente conseqüências... nem é preciso tanto esforço. Gente sem olho não vê, e por mais que tente ver, não enxerga. O pior cego não é aquele que não quer ver. O pior cego é aquele que não tem olhos!
O pior dos donos do baú de olhos é que, como já disse antes, nos implantam um outro olho no meio da testa (engraçado, mas me faz lembrar da marca da besta na fronte... quem sabe, né?). Passamos a ver como eles. Minto! Não vemos como eles... eles são mais espertos... passamos a ver o que eles querem que vejamos. Se víssemos o que eles vêem veríamos o nosso próprio engano e veríamos a mágica arca, não a da aliança, mas a da alienação, escondida nos fundos dos mega-templos dos megalomaníacos senhores.
O olho que nos é imposto na testa representa toda a dominação sobre nossos pensamentos e atitudes. A Bíblia diz que os nossos olhos são as janelas do corpo. Se nossos olhos forem bons todo o corpo será. Com olhos roubados temos corpos roubados, pois nossos corpos agora são dominados por olhos de outros e passam a manifestar somente o que aquele grande olho vê. Lei... regras... inquisições... Os corpos agora deixam de ser vida para serem morte. Nossos corpos vivem sob a lei do grande olho... do Big Brother eva-angelical... cíclopes perdidos... sem direção... porque quem tem um olho só só anda em uma direção, não vê saídas, oportunidades.
Certa vez li num livro de Rubem Alves que se alguém só possui uma flauta, está condenado a tocar nela todas as melodias que conhece. Quem tem um olho só está fadado a enxergar apenas uma estrada...e pode ser a trilha errada.
Nunca fui muito com a cara de quem tem sempre a mesma resposta pra qualquer que seja o problema. Parece aquela "pomada de peixe elétrico" que via os camelôs vendendo na estação das barcas de Niterói: aquilo "cura" artrite, artrose, bico-de-papagaio, frieira, hemorróidas, machucados em geral, inflamações, lombalgias, e outras coisas mais. Mas é mais fácil comprar a "pomada de peixe elétrico" do que ter que correr atrás da verdade e daquilo que realmente é a cura para o meu
problema particular, diferente dos problemas de outros.
Os donos dos olhos têm sempre respostas prontas... são reivindicações, ordenanças, profecias, profetadas, "orações ungidas", visões, revelações novas (mais velhas que minha avó), etc. Gente assim me faz mal... sinto-as olhando para os meus olhos como olham para um demônio e pensando... temos que arrancá-lo. O exorcismo dos olhos de quem vê é a única arma dos donos dos baús de olhos. Olhos diferentes os amedrontam.
Finalmente, volto ao Scooby-doo. No fim de toda história dos aventureiros da "Máquina de Mistérios" havia a revelação surpreendente: Não eram fantasmas, nem demônios que estavam aterrorizando as pessoas. Eram sempre homens. Homens se disfarçavam de demônios e fantasmas para conseguirem seus intentos. Nas igrejas é diferente, o disfarce é outro, são anjos e seres espirituais que ordenam a entrega dos olhos. Os olhos, dizem eles, são maus. "Dêem-nos seus olhos e lhes daremos um modo novo de ver a vida"... e ao entregarem seus olhos, pessoas entregam seus corpos... para o serviço dos senhores de um olho só.
Que Deus, que tudo vê, Senhor verdadeiro dos olhos de quem o contemplam, possa livrar-nos da barganha de homens maus e jamais permitir que estejamos com os nossos olhos presos nos imensos baús de olhos enterrados em algum lugar dos grandes "reinos deste mundo".
Quem tem olhos... veja...
Com amor,
José Barbosa Junior
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sábado, 22 de março de 2008
O EVANGELHO “DUAS CARAS” DA RECORD
Há muitos anos o homem descobriu como valer-se da religiosidade das massas em prol do enriquecimento ilícito e individualista. Infelizmente, o ser humano encontrou na fé um caminho para manipular as mentes supersticiosas de uma sociedade religiosamente instável. Criou-se uma crença cega, muda, surda e irracional, depositando a esperança em homens que se revestem de uma capa de autoridade humana e que abafam o silêncio dos humildes com gritos de superioridade espiritual. Percebe-se notoriamente que a figura do simples carpinteiro como modelo de fé cristã foi substituída pelo glamour dos filhos de Deus que preferem serem erguidos e estampados em outdoors do que se contentar em viver nas sombras da cruz de Cristo. A religião se tornou a bandeira de guerra no comércio, na política, na família e atualmente (em verdade há muitos anos) se tornou o mais novo trunfo da mídia televisiva. Protagonizando esta vexatória “guerra santa” encontra-se de um lado a Rede Globo que tenta atingir a Rede Record expondo as infantilidades e extremismos dos evangélicos numa novela intitulada “Duas Caras”. Do outro lado a Rede Record que por sua vez não perdeu tempo e rapidamente elaborou uma tendenciosa reportagem exibida no programa “Domingo Espetacular” do dia 16 de março de 2008. Por detrás desta corrida (guerra) pelo Ibope escondem-se duas maquiavélicas estratégias de luta pelo poder televisivo brasileiro. A primeira estratégia emana da Rede Globo que tenta ridicularizar os evangélicos por meio da telenovela “Duas Caras”. A lógica aqui é muito simples, pois pelo fato de o dono da Rede Record ser, supostamente, um pastor evangélico tenta-se desmoralizar a crença religiosa do Edir Macedo tendo em vista, paralelamente, desmoralizar a Rede Record. Observa-se que a origem e o núcleo do conflito não é, necessariamente, ridicularizar os evangélicos, mas sim uma jogada estratégica que intencionalmente tenta forçar a opinião pública contra “o bispo”, sua crença, seus valores e seu método religioso que ainda estão camuflados pelo crescimento da Rede Record. O que se lamenta na presente jogada de marketing da Rede Globo é que a religião (e neste momento pouco importa qual religião seja) se tornou o centro deste showzinho anti-ético sendo, portanto, submetido a um mero meio de manipulação dos telespectadores em detrimento das aspirações dos abutres do capitalismo. A sutil diferença entre perceber que a Rede Globo não está, em tese, desmoralizando os evangélicos, mas sim desmoralizando uma pessoa (Edir Macedo) e uma emissora concorrente (Rede Record) é o que faz toda a diferença na hora das críticas. Infelizmente, as massas não pensam, especialmente se as referidas massas foram de cunho religioso. Daí é muito mais fácil rotular a Rede Globo como uma emissora anti-evangélica do que encarar os fatos de que nesta luta não há nada de religiosidade, apenas uma luta estritamente humana. O que se percebe, como espectador da vida religiosa e social, é que os líderes eva gélicos estão (conscientes ou não) criando um dualismo como se existisse uma luta espiritual entre a rede Globo (sendo do “diabo”) e a Rede Record (sendo de “Deus”). Contudo, ratifica-se, que nesta guerra da mídia não há nada de religiosidade, apenas aspirações capitalista. O que novamente faz-se merecer o registro de lamento e tristeza ao perceber que a religião está sendo “usada” (abusada) por ambas as partes.
A segunda estratégia emana da Rede Record que tenta manipular a opinião pública dos evangélicos no Brasil usando argumentos nada confiáveis para disseminar uma inquisição e uma caça as bruxas contra a Rede Globo. Aqui a lógica não é tão simples, pois há pouco tempo atrás a Igreja Universal do Reino de Deus – IURD (igreja liderada pelo dono da Record) não era bem vista pelos próprios evangélicos, não sendo necessário nem mencionar a imagem negativa que a IURD conquistou perante os adeptos de outras religiões. Agora com uma emissora mais forte no cenário nacional, Edir Macedo está tentando conquistar primeiramente a confiança dos evangélicos, o que tem conseguido muito facilmente. Infelizmente tem sido fácil corromper os fracos lideres evangélicos (que não são todos, apenas uma grande maioria) que negociam a fé desde que tenham uma boa “fatia do bolo” com cobertura de fama, recheado de dinheiro e enfeitado de poder. O que causa espanto e que promove grande surpresa ao assistir o programa “Domingo Espetacular” apresentado no dia 16 de Março de 2008 é ver que não houve ninguém da IURD se pronunciando contra as cenas da novela “Duas Caras”. Tal atitude mascara uma intenção questionável, pois assim ninguém pensaria que era apenas a IURD (leia-se Rede Record) que estava se levantando contra a Rede Globo, o que produziria um efeito cascata nas demais
denominações evangélicas. Ainda no mesmo programa exibido na Rede Record percebe-se algo mais assombroso que foi assistir o discurso de pastores de igreja comprometidas com o evangelho e que aparentemente tem um alto grau de fundamentação de fé serem literalmente “usados” como “pombos correios” da IURD, visando somente desmoralizar a Rede Globo. Esta intenção fica clara quando se assiste a reportagem da Record e percebe-se que foi citado cinco vezes o nome “Rede Globo”, totalizando uma média de uma citação a cada um minuto e meio de reportagem. O “bispo” Edir Macedo usou da religião para construir a Rede Record e agora quer usar as outras denominações evangélicas como trampolim para chegar ao topo. Não será de admirar se daqui alguns anos a IURD (ou Rede Record) eleger um presidente do Brasil. Entretanto, neste fatídico dia será então celebrado o velório do sistema religioso dos evangélicos. A triste possibilidade de os adeptos da IURD serem manipulados é até entendível, porém não deve ser aceitável. Contudo, assistir uma emissora manipular a opinião evangélica brasileira é vergonhoso e revoltante. Existem vários inquietantes pontos de interrogação na frente e atrás da história da IURD e conseqüentemente da história da Rede Record. As práticas religiosas da IURD sempre foram muito questionadas nos seios da igreja evangélica exatamente por extrapolarem de forma significativa o que convencionalmente e biblicamente se julga ser cristão. Há IURD foi e é muito criticada por valer-se de uma hermenêutica (isto é, interpretação bíblica) um tanto quanto confusa e descontextualizada. Os rituais da IURD explícitos nos programas de televisão sempre ganharam apelidos nada evangélicos como, “boacumba” (um neologismo que faz menção a “macumba”). Em outras palavras, antes da Rede Record ser o que ela é hoje uma grande maioria dos evangélicos não gostavam de ser comparados com os seguidores da IURD. Por isto e muito mais que ainda não foi descoberto, devesse tomar cuidado com o evangelho “duas caras” da Rede Record. Enfim, a Rede Globo errou, pois não se usa a religião para “agredir” outros concorrentes de mercado. A Rede Record errou, pois tem manipulado a religião (leia-se evangélicos) para derrubar sua principal rival (isto é, Rede Globo). Os líderes evangélicos erraram, pois estão compactuando desta chacina espiritual, onde não há “mocinhos”, apenas “bandidos”. As massas evangélicas erraram, pois não pensaram criticamente antes de aderirem a uma guerra maquiada em religiosidade, mas que em sua essência é corrupta e maléfica a toda e qualquer manifestação religiosa. Enquanto este jogo de “duas caras” continuar acontecendo, todos serão prejudicados, pois sendo assim perdem o respeito, abafam os ideais, arruínam fé e se constroem uma religiosidade incognitiva e impraticável.
Que Deus nos ajude!
denominações evangélicas. Ainda no mesmo programa exibido na Rede Record percebe-se algo mais assombroso que foi assistir o discurso de pastores de igreja comprometidas com o evangelho e que aparentemente tem um alto grau de fundamentação de fé serem literalmente “usados” como “pombos correios” da IURD, visando somente desmoralizar a Rede Globo. Esta intenção fica clara quando se assiste a reportagem da Record e percebe-se que foi citado cinco vezes o nome “Rede Globo”, totalizando uma média de uma citação a cada um minuto e meio de reportagem. O “bispo” Edir Macedo usou da religião para construir a Rede Record e agora quer usar as outras denominações evangélicas como trampolim para chegar ao topo. Não será de admirar se daqui alguns anos a IURD (ou Rede Record) eleger um presidente do Brasil. Entretanto, neste fatídico dia será então celebrado o velório do sistema religioso dos evangélicos. A triste possibilidade de os adeptos da IURD serem manipulados é até entendível, porém não deve ser aceitável. Contudo, assistir uma emissora manipular a opinião evangélica brasileira é vergonhoso e revoltante. Existem vários inquietantes pontos de interrogação na frente e atrás da história da IURD e conseqüentemente da história da Rede Record. As práticas religiosas da IURD sempre foram muito questionadas nos seios da igreja evangélica exatamente por extrapolarem de forma significativa o que convencionalmente e biblicamente se julga ser cristão. Há IURD foi e é muito criticada por valer-se de uma hermenêutica (isto é, interpretação bíblica) um tanto quanto confusa e descontextualizada. Os rituais da IURD explícitos nos programas de televisão sempre ganharam apelidos nada evangélicos como, “boacumba” (um neologismo que faz menção a “macumba”). Em outras palavras, antes da Rede Record ser o que ela é hoje uma grande maioria dos evangélicos não gostavam de ser comparados com os seguidores da IURD. Por isto e muito mais que ainda não foi descoberto, devesse tomar cuidado com o evangelho “duas caras” da Rede Record. Enfim, a Rede Globo errou, pois não se usa a religião para “agredir” outros concorrentes de mercado. A Rede Record errou, pois tem manipulado a religião (leia-se evangélicos) para derrubar sua principal rival (isto é, Rede Globo). Os líderes evangélicos erraram, pois estão compactuando desta chacina espiritual, onde não há “mocinhos”, apenas “bandidos”. As massas evangélicas erraram, pois não pensaram criticamente antes de aderirem a uma guerra maquiada em religiosidade, mas que em sua essência é corrupta e maléfica a toda e qualquer manifestação religiosa. Enquanto este jogo de “duas caras” continuar acontecendo, todos serão prejudicados, pois sendo assim perdem o respeito, abafam os ideais, arruínam fé e se constroem uma religiosidade incognitiva e impraticável.Que Deus nos ajude!
Por Vinicius O. S. Guimarães
Missão Tocando as Nações (www.tocandoasnacoes.com), Goiânia, Goiás, Brasil.
terça-feira, 18 de março de 2008
A INIGUALÁVEL PAIXÃO DE JESUS CRISTO
Se os cristãos não fossem tão familiarizados com estas coisas, devido aos 2000 anos de tradição e liturgia, eles poderiam sentir quão absolutamente improvável seria que a morte de Jesus se tornasse a base de uma fé mundialmente transformadora. Como poderia um convicto, condenado e executado pretendente ao trono de Roma, desencadear, nos três séculos seguintes, um poder para sofrer e para amar, que modelaria o império?
A resposta cristã é que a paixão de Jesus Cristo foi absolutamente única, e sua ressurreição dentre os mortos, três dias após, foi um ato de Deus para confirmar o que sua morte consumou. A singularidade não está necessariamente no tamanho ou intensidade da dor física. Ela foi inefavelmente terrível. Mas eu não gostaria de minimizar os horrores de outros que também morreram horrivelmente. A singularidade descansa em outro lugar.
Divindade Inigualável
A paixão de Jesus Cristo foi única porque ele era único. Quando perguntado “És tu o Cristo [=Messias], Filho do Deus Bendito [=Deus]?”, Jesus disse “Eu sou”. Era uma afirmação quase inacreditável. Esperava-se que o Messias fosse poderoso e glorioso. Mas ali estava Jesus, pronto para ser crucificado, dizendo abertamente o que ele freqüentemente apontava durante seu ministério: Eu sou o Messias, o Rei de Israel . Ele falou abertamente no exato momento em que havia menos chances de ser acreditado. E então, ele adiciona palavras que explicam como um Cristo crucificado reinaria como Rei de Israel: “Vereis o Filho do homem assentado à direita do poder de Deus, e vindo sobre as nuvens do céu” (Marcos 14.62). Em outras palavras, ele espera reinar à direita de Deus e algum dia voltar à Terra em glória.
Ele era mais que um mero homem. Não menos. Ele era, como o antigo Credo de Nicéia diz: “verdadeiro Deus de verdadeiro Deus”. Cristo existia antes da criação. Ele é co-eterno com Deus o Pai. Ele não foi criado. Não houve um ponto quando ele não existia. Desde a eternidade, antes do princípio dos séculos, Deus existe com uma essência divina em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Este é o testemunho daqueles que o conheciam e escreveram textos inspirados por Ele para explicar quem Ele é.
Por exemplo, o apóstolo João refere-se a Cristo como o “Verbo” e escreve:
No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez... E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. (João 1.1-3,14)
O próprio Jesus disse coisas que só fazem sentido se ele fosse ao mesmo tempo Deus e homem. Por exemplo, ele perdoou pecados: “Filho, perdoados estão os teus pecados” (Marcos 2.5). Este tipo de atitude foi o que finalmente o matou. A resposta furiosa era compreensível: “Por que diz este assim blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus?” (Marcos 2.7).
É uma reação compreensível. C.S. Lewis, o professor britânico que escreveu clássicos infantis e excelentes defesas do Cristianismo, explica: “Se alguém me rouba dois quilos numa balança, pode ser possível e é razoável para eu dizer: ‘Bem, eu o perdôo, nós não falaremos mais sobre isso'. O que você diria, se alguém tivesse roubado de você os dois quilos, e eu dissesse: ‘Está tudo bem. Eu o perdôo'?” [1] . Pecado é pecado porque é contra Deus. Se Jesus não era um lunático, então ele perdoou pecados contra Deus porque ele era Deus.
Isto é o que suas palavras e ações apontavam. Uma vez ele disse: “Eu e o Pai somos um”, o que quase o levou a ser apedrejado (João 10.30-31). Em outra ocasião, ele diz: “antes que Abraão existisse, Eu sou” (João 8.58). As palavras “Eu sou” não sinalizam apenas sua existência antes de Abraão, que viveu 2000 anos antes, mas também se referem ao nome que Deus deu a si mesmo no Antigo Testamento. “E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós” (Êxodo 3.14).
Jesus previu sua própria traição como se soubesse o futuro tanto quanto o passado, e então explicou o que isto significava com outra afirmação assustadora: “Desde agora vo-lo digo, antes que aconteça, para que, quando acontecer, acrediteis que Eu sou” (João 13.19). Jesus era o “EU SOU” – o Deus de Israel, o Senhor do Universo em forma humana. Este é o porquê a sua paixão é sem paralelos. Somente a morte do divino Filho de Deus poderia consumar o que Deus pretendia fazer por esta morte.
Inocência Inigualável
A paixão de Cristo também foi única porque ele era totalmente inocente. Não apenas inocente dos crimes de blasfêmia e rebelião, mas de todo pecado. Ele perguntou certa vez aos seus inimigos: “Quem dentre vós me convence de pecado?” (João 8.46). O que quer que pensassem, eles sabiam que não havia nada contra Jesus. Seu discípulo, Pedro, que sabia seu próprio pecado tão bem, disse que a morte de Jesus foi a morte “de um cordeiro imaculado e incontaminado” (1 Pedro 1.19). A recusa de Jesus em lutar contra a forma como ele foi injustamente condenado e morto fortaleceu a convicção de seus seguidores de que ele era sem pecado.
Pedro expressou isto depois: “O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano. O qual, quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente” (1 Pedro 2.22-23). A razão da morte de Jesus levar todos os sacrifícios judaicos de animais a um fim é que ele se tornou o próprio sacrifício definitivo e “se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus” (Hebreus 9.14). Sua morte foi inigualável porque ele não tinha pecado.
Desígnio Inigualável
A paixão de Cristo foi sem paralelos na história humana porque ela foi planejada e predestinada por Deus, para nossa salvação. Apesar de toda a controvérsia sobre quem realmente matou Jesus, a verdade mais profunda é: Foi Deus quem planejou e viu o que iria acontecer. Quando os terríveis eventos aconteciam na noite antes dele morrer, Jesus disse, “Tudo isto aconteceu para que se cumpram as escrituras dos profetas” (Mateus 26.56). Todos os detalhes, desde o fato de terem lançado sortes por suas vestes (João 19.24) e ser perfurado por uma lança, ao contrário de quebrarem suas pernas (João 19.36) – tudo isto foi planejado pelo Pai e predito nas Escrituras.
A igreja primitiva resumiu isto em sua pregação: “Porque verdadeiramente contra o teu santo Filho Jesus, que tu ungiste, se ajuntaram, não só Herodes, mas Pôncio Pilatos, com os gentios e os povos de Israel; para fazerem tudo o que a tua mão e o teu conselho tinham anteriormente determinado que se havia de fazer” (Atos 4.27-28). A verdade de que Deus enviou seu Filho para morrer é central ao cristianismo. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16). A morte de Jesus foi única porque havia um único Filho e um único plano divino para salvação.
Autoridade Inigualável na Morte
A paixão de Cristo foi única também porque Jesus não somente se submeteu desejosamente ao plano de seu Pai (“Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua” Lucas 22.42); ele também o abraçou e prosseguiu por sua própria autoridade divina. Uma das mais emocionantes palavras ditas por Jesus foi sobre sua morte e ressurreição: “Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la. Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai” (João 10.17-18). Ninguém jamais falou sobre sua vida e morte desta forma. O grande testemunho do Novo Testamento é que a controvérsia sobre quem matou Jesus é irrelevante. Ele escolheu morrer. Seu Pai ordenou. Ele aceitou. Um ordenou todas as coisas, o outro obedeceu. A autoridade estava nas mãos de Deus. E estava nas mãos de Jesus. Porque Jesus é Deus.
Significado Inigualável para o Mundo
Finalmente, a paixão de Cristo foi inigualável porque foi acompanhada de eventos únicos, cheios de significado para o mundo. Primeiro, temos as palavras de incomparável amor e autoridade na cruz. Nenhum homem crucificado, morrendo em agonia, falaria como Cristo. Um dos ladrões, que estava crucificado com Jesus, finalmente arrependeu-se e disse, desesperadamente: “Senhor, lembra-te de mim quando entrares no teu reino”. Que momento para ver um reino ser estabelecido! Jesus não o corrigiu. Ao contrário, ele disse “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23.43). Esta era a voz de quem decide onde os ladrões passarão a eternidade.
O ladrão não foi o único que recebeu a misericórdia de Cristo enquanto ele morria. Jesus olhou para aqueles que o crucificaram e disse “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23.34). Eles poderiam fazê-lo sangrar e gritar, mas não poderiam fazê-lo odiar.
E quando o momento de sua morte estava próximo, Jesus gritou “Está consumado!” e, inclinando a cabeça, entregou o espírito (João 19.30). Com essas palavras, ele quis dizer mais que “minha vida acabou”. Ele quis dizer “cumpri plenamente o trabalho redentor que meu Pai me enviou para fazer”. Uma vida inteira de obediência imaculada a Deus, seguida de um sofrimento horrendo e morte – o motivo pelo qual ele veio. Estava consumado.
O significado do que ele consumou foi simbolizado por um surpreendente evento em Jerusalém. No lugar santíssimo do templo judeu, onde somente o sumo-sacerdote poderia ir e encontrar Deus uma vez por ano, a cortina se rasgou quando Jesus morreu. “E Jesus, clamando outra vez com grande voz, rendeu o espírito. E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo” (Mateus 27.50-51). O significado disto: quando Jesus morreu – quando sua carne foi rasgada – Deus rasgou (de alto a baixo) a cortina que separava as pessoas ordinárias de Si mesmo. A morte de Jesus abriu o caminho para o mundo ter uma íntima, santa, pessoal, perdoada e alegre comunhão com Deus. Nenhum mediador humano é necessário. Jesus abriu o caminho para o acesso direto a Deus. Ele se tornou o único Mediador necessário entre os homens e Deus. A igreja primitiva disse “Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne... Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé”. (Hebreus 10.19-22).
Cumprimento Inigualável
O trabalho de redenção foi terminado. O preço da reconciliação entre Deus e o homem foi pago. Agora somente restava a Deus confirmar a consumação ressuscitando Jesus dos mortos. Esta é a forma que Jesus predisse e planejou. Mais de uma vez, ele disse: “Eis que subimos a Jerusalém, e se cumprirá no Filho do homem tudo o que pelos profetas foi escrito; pois há de ser entregue aos gentios, e escarnecido, injuriado e cuspido; e, havendo-o açoitado, o matarão; e ao terceiro dia ressuscitará” (Lucas 18.31-33).
Aconteceu três dias depois (partes de dias são consideradas como dias: Sexta, Sábado e Domingo). No começo da manhã de domingo ele se levantou dos mortos. Por quarenta dias apareceu numerosas vezes aos discípulos antes de sua ascensão ao céu. O médico Lucas, que escreveu o livro que leva seu nome, disse que “Aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias, e falando das coisas concernentes ao reino de Deus” (Atos 1.3).
Os discípulos demoraram a crer no que realmente havia acontecido. Não havia precedentes. Eles eram pescadores terrenos. Eles sabiam que pessoas não se levantam dos mortos. Ao ponto de Jesus insistir em comer peixe para provar-lhes que não era um fantasma.
“Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho. E, dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. E, não o crendo eles ainda por causa da alegria, e estando maravilhados, disse-lhes: Tendes aqui alguma coisa que comer? Então eles apresentaram-lhe parte de um peixe assado, e um favo de mel; o que ele tomou, e comeu diante deles.” (Lucas 24.39-43).
Não foi a ressurreição de um cadáver. Foi a ressurreição do Deus-Homem, para uma indestrutível nova vida de majestade à destra de Deus. A igreja primitiva o aclamou como Senhor do Céu e da Terra. Eles diziam “Havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas” (Hebreus 1.3). Jesus terminou o trabalho inigualável que Deus lhe deu para fazer, e a ressurreição foi a prova de que Deus ficou satisfeito.
A resposta cristã é que a paixão de Jesus Cristo foi absolutamente única, e sua ressurreição dentre os mortos, três dias após, foi um ato de Deus para confirmar o que sua morte consumou. A singularidade não está necessariamente no tamanho ou intensidade da dor física. Ela foi inefavelmente terrível. Mas eu não gostaria de minimizar os horrores de outros que também morreram horrivelmente. A singularidade descansa em outro lugar.
Divindade Inigualável
A paixão de Jesus Cristo foi única porque ele era único. Quando perguntado “És tu o Cristo [=Messias], Filho do Deus Bendito [=Deus]?”, Jesus disse “Eu sou”. Era uma afirmação quase inacreditável. Esperava-se que o Messias fosse poderoso e glorioso. Mas ali estava Jesus, pronto para ser crucificado, dizendo abertamente o que ele freqüentemente apontava durante seu ministério: Eu sou o Messias, o Rei de Israel . Ele falou abertamente no exato momento em que havia menos chances de ser acreditado. E então, ele adiciona palavras que explicam como um Cristo crucificado reinaria como Rei de Israel: “Vereis o Filho do homem assentado à direita do poder de Deus, e vindo sobre as nuvens do céu” (Marcos 14.62). Em outras palavras, ele espera reinar à direita de Deus e algum dia voltar à Terra em glória.
Ele era mais que um mero homem. Não menos. Ele era, como o antigo Credo de Nicéia diz: “verdadeiro Deus de verdadeiro Deus”. Cristo existia antes da criação. Ele é co-eterno com Deus o Pai. Ele não foi criado. Não houve um ponto quando ele não existia. Desde a eternidade, antes do princípio dos séculos, Deus existe com uma essência divina em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Este é o testemunho daqueles que o conheciam e escreveram textos inspirados por Ele para explicar quem Ele é.
Por exemplo, o apóstolo João refere-se a Cristo como o “Verbo” e escreve:
No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez... E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. (João 1.1-3,14)
O próprio Jesus disse coisas que só fazem sentido se ele fosse ao mesmo tempo Deus e homem. Por exemplo, ele perdoou pecados: “Filho, perdoados estão os teus pecados” (Marcos 2.5). Este tipo de atitude foi o que finalmente o matou. A resposta furiosa era compreensível: “Por que diz este assim blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus?” (Marcos 2.7).
É uma reação compreensível. C.S. Lewis, o professor britânico que escreveu clássicos infantis e excelentes defesas do Cristianismo, explica: “Se alguém me rouba dois quilos numa balança, pode ser possível e é razoável para eu dizer: ‘Bem, eu o perdôo, nós não falaremos mais sobre isso'. O que você diria, se alguém tivesse roubado de você os dois quilos, e eu dissesse: ‘Está tudo bem. Eu o perdôo'?” [1] . Pecado é pecado porque é contra Deus. Se Jesus não era um lunático, então ele perdoou pecados contra Deus porque ele era Deus.
Isto é o que suas palavras e ações apontavam. Uma vez ele disse: “Eu e o Pai somos um”, o que quase o levou a ser apedrejado (João 10.30-31). Em outra ocasião, ele diz: “antes que Abraão existisse, Eu sou” (João 8.58). As palavras “Eu sou” não sinalizam apenas sua existência antes de Abraão, que viveu 2000 anos antes, mas também se referem ao nome que Deus deu a si mesmo no Antigo Testamento. “E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós” (Êxodo 3.14).
Jesus previu sua própria traição como se soubesse o futuro tanto quanto o passado, e então explicou o que isto significava com outra afirmação assustadora: “Desde agora vo-lo digo, antes que aconteça, para que, quando acontecer, acrediteis que Eu sou” (João 13.19). Jesus era o “EU SOU” – o Deus de Israel, o Senhor do Universo em forma humana. Este é o porquê a sua paixão é sem paralelos. Somente a morte do divino Filho de Deus poderia consumar o que Deus pretendia fazer por esta morte.
Inocência Inigualável
A paixão de Cristo também foi única porque ele era totalmente inocente. Não apenas inocente dos crimes de blasfêmia e rebelião, mas de todo pecado. Ele perguntou certa vez aos seus inimigos: “Quem dentre vós me convence de pecado?” (João 8.46). O que quer que pensassem, eles sabiam que não havia nada contra Jesus. Seu discípulo, Pedro, que sabia seu próprio pecado tão bem, disse que a morte de Jesus foi a morte “de um cordeiro imaculado e incontaminado” (1 Pedro 1.19). A recusa de Jesus em lutar contra a forma como ele foi injustamente condenado e morto fortaleceu a convicção de seus seguidores de que ele era sem pecado.
Pedro expressou isto depois: “O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano. O qual, quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente” (1 Pedro 2.22-23). A razão da morte de Jesus levar todos os sacrifícios judaicos de animais a um fim é que ele se tornou o próprio sacrifício definitivo e “se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus” (Hebreus 9.14). Sua morte foi inigualável porque ele não tinha pecado.
Desígnio Inigualável
A paixão de Cristo foi sem paralelos na história humana porque ela foi planejada e predestinada por Deus, para nossa salvação. Apesar de toda a controvérsia sobre quem realmente matou Jesus, a verdade mais profunda é: Foi Deus quem planejou e viu o que iria acontecer. Quando os terríveis eventos aconteciam na noite antes dele morrer, Jesus disse, “Tudo isto aconteceu para que se cumpram as escrituras dos profetas” (Mateus 26.56). Todos os detalhes, desde o fato de terem lançado sortes por suas vestes (João 19.24) e ser perfurado por uma lança, ao contrário de quebrarem suas pernas (João 19.36) – tudo isto foi planejado pelo Pai e predito nas Escrituras.
A igreja primitiva resumiu isto em sua pregação: “Porque verdadeiramente contra o teu santo Filho Jesus, que tu ungiste, se ajuntaram, não só Herodes, mas Pôncio Pilatos, com os gentios e os povos de Israel; para fazerem tudo o que a tua mão e o teu conselho tinham anteriormente determinado que se havia de fazer” (Atos 4.27-28). A verdade de que Deus enviou seu Filho para morrer é central ao cristianismo. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16). A morte de Jesus foi única porque havia um único Filho e um único plano divino para salvação.
Autoridade Inigualável na Morte
A paixão de Cristo foi única também porque Jesus não somente se submeteu desejosamente ao plano de seu Pai (“Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua” Lucas 22.42); ele também o abraçou e prosseguiu por sua própria autoridade divina. Uma das mais emocionantes palavras ditas por Jesus foi sobre sua morte e ressurreição: “Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la. Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai” (João 10.17-18). Ninguém jamais falou sobre sua vida e morte desta forma. O grande testemunho do Novo Testamento é que a controvérsia sobre quem matou Jesus é irrelevante. Ele escolheu morrer. Seu Pai ordenou. Ele aceitou. Um ordenou todas as coisas, o outro obedeceu. A autoridade estava nas mãos de Deus. E estava nas mãos de Jesus. Porque Jesus é Deus.
Significado Inigualável para o Mundo
Finalmente, a paixão de Cristo foi inigualável porque foi acompanhada de eventos únicos, cheios de significado para o mundo. Primeiro, temos as palavras de incomparável amor e autoridade na cruz. Nenhum homem crucificado, morrendo em agonia, falaria como Cristo. Um dos ladrões, que estava crucificado com Jesus, finalmente arrependeu-se e disse, desesperadamente: “Senhor, lembra-te de mim quando entrares no teu reino”. Que momento para ver um reino ser estabelecido! Jesus não o corrigiu. Ao contrário, ele disse “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23.43). Esta era a voz de quem decide onde os ladrões passarão a eternidade.
O ladrão não foi o único que recebeu a misericórdia de Cristo enquanto ele morria. Jesus olhou para aqueles que o crucificaram e disse “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23.34). Eles poderiam fazê-lo sangrar e gritar, mas não poderiam fazê-lo odiar.
E quando o momento de sua morte estava próximo, Jesus gritou “Está consumado!” e, inclinando a cabeça, entregou o espírito (João 19.30). Com essas palavras, ele quis dizer mais que “minha vida acabou”. Ele quis dizer “cumpri plenamente o trabalho redentor que meu Pai me enviou para fazer”. Uma vida inteira de obediência imaculada a Deus, seguida de um sofrimento horrendo e morte – o motivo pelo qual ele veio. Estava consumado.
O significado do que ele consumou foi simbolizado por um surpreendente evento em Jerusalém. No lugar santíssimo do templo judeu, onde somente o sumo-sacerdote poderia ir e encontrar Deus uma vez por ano, a cortina se rasgou quando Jesus morreu. “E Jesus, clamando outra vez com grande voz, rendeu o espírito. E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo” (Mateus 27.50-51). O significado disto: quando Jesus morreu – quando sua carne foi rasgada – Deus rasgou (de alto a baixo) a cortina que separava as pessoas ordinárias de Si mesmo. A morte de Jesus abriu o caminho para o mundo ter uma íntima, santa, pessoal, perdoada e alegre comunhão com Deus. Nenhum mediador humano é necessário. Jesus abriu o caminho para o acesso direto a Deus. Ele se tornou o único Mediador necessário entre os homens e Deus. A igreja primitiva disse “Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne... Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé”. (Hebreus 10.19-22).
Cumprimento Inigualável
O trabalho de redenção foi terminado. O preço da reconciliação entre Deus e o homem foi pago. Agora somente restava a Deus confirmar a consumação ressuscitando Jesus dos mortos. Esta é a forma que Jesus predisse e planejou. Mais de uma vez, ele disse: “Eis que subimos a Jerusalém, e se cumprirá no Filho do homem tudo o que pelos profetas foi escrito; pois há de ser entregue aos gentios, e escarnecido, injuriado e cuspido; e, havendo-o açoitado, o matarão; e ao terceiro dia ressuscitará” (Lucas 18.31-33).
Aconteceu três dias depois (partes de dias são consideradas como dias: Sexta, Sábado e Domingo). No começo da manhã de domingo ele se levantou dos mortos. Por quarenta dias apareceu numerosas vezes aos discípulos antes de sua ascensão ao céu. O médico Lucas, que escreveu o livro que leva seu nome, disse que “Aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias, e falando das coisas concernentes ao reino de Deus” (Atos 1.3).
Os discípulos demoraram a crer no que realmente havia acontecido. Não havia precedentes. Eles eram pescadores terrenos. Eles sabiam que pessoas não se levantam dos mortos. Ao ponto de Jesus insistir em comer peixe para provar-lhes que não era um fantasma.
“Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho. E, dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. E, não o crendo eles ainda por causa da alegria, e estando maravilhados, disse-lhes: Tendes aqui alguma coisa que comer? Então eles apresentaram-lhe parte de um peixe assado, e um favo de mel; o que ele tomou, e comeu diante deles.” (Lucas 24.39-43).
Não foi a ressurreição de um cadáver. Foi a ressurreição do Deus-Homem, para uma indestrutível nova vida de majestade à destra de Deus. A igreja primitiva o aclamou como Senhor do Céu e da Terra. Eles diziam “Havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas” (Hebreus 1.3). Jesus terminou o trabalho inigualável que Deus lhe deu para fazer, e a ressurreição foi a prova de que Deus ficou satisfeito.
JOHN PIPER
NOTAS:
[1] - C. S. Lewis, “What Are We to Make of Jesus Christ?” em C. S. Lewis: Essay Collection and Other Short Pieces, ed. Lesley Walmsley (London : HarperCollins, 2000), 39.
Traduzido por: Josaías Cardoso Ribeiro Jr.
[1] - C. S. Lewis, “What Are We to Make of Jesus Christ?” em C. S. Lewis: Essay Collection and Other Short Pieces, ed. Lesley Walmsley (London : HarperCollins, 2000), 39.
Traduzido por: Josaías Cardoso Ribeiro Jr.
Revisado por: Felipe Sabino de Araújo Neto
segunda-feira, 17 de março de 2008
A MORTE DE JESUS
Aos 33 anos Jesus foi condenado à morte...
A "pior" morte da época.
Somente os piores criminosos da época morreram como Jesus morreu.
E com Jesus ainda foi pior, porque nem todos os criminosos naquela punição receberam "cravos" nos membros...
Sim... Foram cravos e não pregos ...
Cada um deveria ter cerca de 15 a 20 cm, com uma ponta com 6 cm e a outra ponta pontiaguda.
Eles eram enfiados nos pulsos e não nas mãos, como é dito.
No pulso, há um tendão que vai ate o nosso ombro...
Quando os cravos foram enfiados, esse tendão se rompeu, sendo que Jesus era obrigado a forçar todos os músculos de suas costas para não ter os seus pulsos rasgados.
Sendo assim, não podia forçar tanto tempo porque perdia todo o ar de seus pulmões.
Desta forma, era obrigado a se apoiar no cravo enfiado em seus pés, que, por sua vez, era maior que os das mãos, porque eram pregados os dois pés juntos.
Já que seus pés não agüentariam por muito tempo, senão rasgariam também, Jesus era obrigado a alternar este "ciclo", simplesmente para conseguir respirar.
Jesus agüentou esta situação por um pouco mais de 3 horas.
Sim, mais de 3 horas...
Muita coisa, não???
Alguns minutos antes de morrer, Jesus não sangrava mais. Simplesmente saía água de seus cortes e machucados.
Quando imaginamos machucados, imaginamos simples feridas, mas não, os dele eram verdadeiros buracos, buracos feitos em seu corpo...
Ele não tinha mais sangue para sangrar. Portanto, saía água.
Um corpo humano é composto de aproximadamente 8 litros de sangue (um adulto).Jesus derramou 8 litros de sangue, teve três cravos enormes enfiados nos membros, uma coroa de espinhos enfiada na cabeça e teve um soldado romano que enfiou uma lança em seu tórax. Sem falar de toda a humilhação que passou, após ter carregado a sua própria cruz por cerca de dois quilômetros, com pessoas cuspindo em seu rosto e atirando pedras em seu corpo (a cruz pesava cerca de 30 kg... só a parte em que lhe foram pregadas as mãos).
Isso tudo para que você tivesse um livre acesso a Deus... Para que você tivesse todos os seus pecados "lavados" e perdoados...
Todos eles, sem exceção!
Não ignore essa situação...
ELE MORREU POR VOCÊ... FAÇA TER VALIDO A PENA TODO ESSE SACRIFÍCIO!!!
Você mesmo, que está lendo esta mensagem...
Não fique achando que ele morreu pelos outros, só por aqueles que vão a alguma igreja ou por aqueles monges, padres, pastores, bispos, etc...
Ele morreu por você também.
Aceite a verdade de que JESUS É A ÚNICA SALVAÇÃO PARA O MUNDO.
A "pior" morte da época.
Somente os piores criminosos da época morreram como Jesus morreu.
E com Jesus ainda foi pior, porque nem todos os criminosos naquela punição receberam "cravos" nos membros...
Sim... Foram cravos e não pregos ...
Cada um deveria ter cerca de 15 a 20 cm, com uma ponta com 6 cm e a outra ponta pontiaguda.
Eles eram enfiados nos pulsos e não nas mãos, como é dito.
No pulso, há um tendão que vai ate o nosso ombro...
Quando os cravos foram enfiados, esse tendão se rompeu, sendo que Jesus era obrigado a forçar todos os músculos de suas costas para não ter os seus pulsos rasgados.
Sendo assim, não podia forçar tanto tempo porque perdia todo o ar de seus pulmões.
Desta forma, era obrigado a se apoiar no cravo enfiado em seus pés, que, por sua vez, era maior que os das mãos, porque eram pregados os dois pés juntos.
Já que seus pés não agüentariam por muito tempo, senão rasgariam também, Jesus era obrigado a alternar este "ciclo", simplesmente para conseguir respirar.
Jesus agüentou esta situação por um pouco mais de 3 horas.
Sim, mais de 3 horas...
Muita coisa, não???
Alguns minutos antes de morrer, Jesus não sangrava mais. Simplesmente saía água de seus cortes e machucados.
Quando imaginamos machucados, imaginamos simples feridas, mas não, os dele eram verdadeiros buracos, buracos feitos em seu corpo...
Ele não tinha mais sangue para sangrar. Portanto, saía água.
Um corpo humano é composto de aproximadamente 8 litros de sangue (um adulto).Jesus derramou 8 litros de sangue, teve três cravos enormes enfiados nos membros, uma coroa de espinhos enfiada na cabeça e teve um soldado romano que enfiou uma lança em seu tórax. Sem falar de toda a humilhação que passou, após ter carregado a sua própria cruz por cerca de dois quilômetros, com pessoas cuspindo em seu rosto e atirando pedras em seu corpo (a cruz pesava cerca de 30 kg... só a parte em que lhe foram pregadas as mãos).
Isso tudo para que você tivesse um livre acesso a Deus... Para que você tivesse todos os seus pecados "lavados" e perdoados...
Todos eles, sem exceção!
Não ignore essa situação...
ELE MORREU POR VOCÊ... FAÇA TER VALIDO A PENA TODO ESSE SACRIFÍCIO!!!
Você mesmo, que está lendo esta mensagem...
Não fique achando que ele morreu pelos outros, só por aqueles que vão a alguma igreja ou por aqueles monges, padres, pastores, bispos, etc...
Ele morreu por você também.
Aceite a verdade de que JESUS É A ÚNICA SALVAÇÃO PARA O MUNDO.
sábado, 15 de março de 2008
BOAS RAZÕES PARA ACREDITAR EM DEUS
Deus Existe ? Relato de um cientista ex-presidente da Academia de Ciências de Nova York
"NÓS AINDA ESTAMOS NO AMANHECER da era científica, e todo o aumento da luz revela mais e mais a obra de um Criador inteligente.
Nós fizemos descobertas estupendas; com um espírito de humildade científica e de fé fundamentada no conhecimento estamos nos aproximando de uma consciência de Deus.Eis algumas razões para minha fé:
Através da lei matemática podemos provar sem erro que nosso universo foi projetado e foi executado por uma grande inteligência de engenharia.
Suponha que você coloque dez moedas de um centavo, marcadas de um a dez, em seu bolso e lhes dê uma boa agitada.
Agora tente pegá-las na ordem de um a dez, pegando uma moeda a cada vez que você agita o bolso.
Matematicamente sabemos que a chance de pegar a número um é de um em dez; de pegar a um e a dois em seqüência é de um em 100; de pegar a um, dois e três em seqüência é de um em 1000 e assim por diante; sua chance de pegar todas as moedas, em seqüência, seria de um em dez bilhões.
Pelo mesmo raciocínio, são necessárias as mesmas condições para a vida na Terra ter acontecido por acaso.
A Terra gira em seu eixo 1000 milhas por hora no Equador; se ela girasse 100 milhas por hora, nossos dias e noites seriam dez vezes mais longos e o Sol provavelmente queimaria nossa vegetação de dia enquanto a noite longa gelaria qualquer broto que sobrevivesse.
Novamente o Sol, fonte de nossa vida, tem uma temperatura de superfície de 10.000 graus Fahrenheit, e nossa Terra está distante bastante para que esta "vida eterna" nos esquente só o suficiente!
Se o Sol desse somente metade de sua radiação atual, nós congelaríamos, e se desse muito mais, nos assaria.A inclinação da Terra a um ângulo de 23 graus, nos dá nossas estações; se a Terra não tivesse sido inclinada assim, vapores do oceano se moveriam norte e sul, transformando-nos em continentes de gelo.
Se nossa lua fosse, digamos, só 50.000 milhas mais longe do que hoje, nossas marés poderiam ser tão grandes que duas vezes por dia os continentes seriam submergidos; até mesmo as mais altas montanhas se encobririam.
Se a crosta da Terra fosse só dez pés mais espessa, não haveria oxigênio para a vida.
Se o oceano fosse só dez pés mais fundo o gás carbônico e o oxigênio seriam absorvidos e a vida vegetal não poderia existir.
É perante estes e outros exemplos que NÃO HÁ UMA CHANCE em um bilhão que a vida em nosso planeta seja um acidente. É cientificamente comprovado, o que o salmista disse: "Os céus proclamam a Glória de Deus e o firmamento anuncia as obras de Suas mãos."
"NÓS AINDA ESTAMOS NO AMANHECER da era científica, e todo o aumento da luz revela mais e mais a obra de um Criador inteligente.
Nós fizemos descobertas estupendas; com um espírito de humildade científica e de fé fundamentada no conhecimento estamos nos aproximando de uma consciência de Deus.Eis algumas razões para minha fé:
Através da lei matemática podemos provar sem erro que nosso universo foi projetado e foi executado por uma grande inteligência de engenharia.
Suponha que você coloque dez moedas de um centavo, marcadas de um a dez, em seu bolso e lhes dê uma boa agitada.
Agora tente pegá-las na ordem de um a dez, pegando uma moeda a cada vez que você agita o bolso.
Matematicamente sabemos que a chance de pegar a número um é de um em dez; de pegar a um e a dois em seqüência é de um em 100; de pegar a um, dois e três em seqüência é de um em 1000 e assim por diante; sua chance de pegar todas as moedas, em seqüência, seria de um em dez bilhões.
Pelo mesmo raciocínio, são necessárias as mesmas condições para a vida na Terra ter acontecido por acaso.
A Terra gira em seu eixo 1000 milhas por hora no Equador; se ela girasse 100 milhas por hora, nossos dias e noites seriam dez vezes mais longos e o Sol provavelmente queimaria nossa vegetação de dia enquanto a noite longa gelaria qualquer broto que sobrevivesse.
Novamente o Sol, fonte de nossa vida, tem uma temperatura de superfície de 10.000 graus Fahrenheit, e nossa Terra está distante bastante para que esta "vida eterna" nos esquente só o suficiente!
Se o Sol desse somente metade de sua radiação atual, nós congelaríamos, e se desse muito mais, nos assaria.A inclinação da Terra a um ângulo de 23 graus, nos dá nossas estações; se a Terra não tivesse sido inclinada assim, vapores do oceano se moveriam norte e sul, transformando-nos em continentes de gelo.
Se nossa lua fosse, digamos, só 50.000 milhas mais longe do que hoje, nossas marés poderiam ser tão grandes que duas vezes por dia os continentes seriam submergidos; até mesmo as mais altas montanhas se encobririam.
Se a crosta da Terra fosse só dez pés mais espessa, não haveria oxigênio para a vida.
Se o oceano fosse só dez pés mais fundo o gás carbônico e o oxigênio seriam absorvidos e a vida vegetal não poderia existir.
É perante estes e outros exemplos que NÃO HÁ UMA CHANCE em um bilhão que a vida em nosso planeta seja um acidente. É cientificamente comprovado, o que o salmista disse: "Os céus proclamam a Glória de Deus e o firmamento anuncia as obras de Suas mãos."
A. Cressy Morrison
sábado, 8 de março de 2008
DIA INTERNACIONAL DA MULHER
Hoje é um dia no qual honramos as mulheres que influenciaram positivamente nossa vida.
Como filha de Deus, você, mulher, é rara. É uma pessoa única, com um poder de influência ímpar.
Nosso mundo hoje está em extrema necessidade de mulheres que dão exemplo do caráter de Deus – bondade, docilidade, paciência e poder.
Como mulheres cristãs, somos especialmente selecionadas por Deus para representá-lo. Temos oportunidades de demonstrar o amor dEle pelas pessoas que entram em contato conosco todos os dias.E, para que possamos estar preparadas pra tirar proveito destas oportunidades, Deus deseja nos libertar de todas as frustrações e desafios que possam nos impedir.
Creio que o que Deus tem para suas filhas é que andem em confiança e poder, sendo determinadas a influenciar o mundo ao seu redor com o amor e a verdade do Senhor.
Na realidade, muitas de nós têm uma grande capacidade e potencial que precisam ser trabalhados e desenvolvidos.
Como mulheres de Deus, temos um grande desejo dado por Deus para, de alguma forma, guiar os outros.
Temos o Espírito Santo em nós, e o Espírito de Deus nos torna excelentes.
Deus quer colocar mulheres fiéis numa boa posição em todas as áreas da vida, sendo exemplos divinos para aqueles que irão crer no Senhor, mesmo em circunstâncias adversas.
Depois de ter experimentado abuso na minha infância, acreditar em Deus foi um dos grandes desafios em minha vida. Tive que aprender a passar por todas as situações, grandes ou pequenas, simplesmente com a fé de uma criança. Eu preferi acreditar naquilo que Deus falava sobre mim – não no que as pessoas diziam. Eu aprendi a orar corajosamente por coisas que eu sabia que não merecia. Eu dei um passo de fé, confiando na bondade e misericórdia de Deus. Pela graça, o Senhor fez grandes coisas em resposta às minhas petições. E ele não faz acepção de pessoas – o que ele fez por mim fará por você.
Você também pode aprender a ser uma mulher corajosa de Deus – sendo positiva, confiante e sem ser envergonhada. Você pode aprender a ser determinada na doação – saindo de sua zona de conforto no momento de doar ao Senhor e aos outros. Você pode escolher trabalhar com determinação tendo a atitude pra dizer: “Vou concluir este projeto”. E mais importante, você pode encontrar formas de amar com determinação – trazendo o toque de cura e consolo do Senhor para onde quer que for.
À medida que escolhemos dar um passo à frente, crendo no melhor de Deus, nos tornaremos mulheres de fé e poder que desfrutam, confiantemente, de uma vida abundante.
Quando soubermos quem somos em Cristo, uma atitude de confiança vai irradiar de nós, e estamos certas de que o que a Palavra diz, pela fé, é nosso. O melhor de tudo é que seremos maravilhosas testemunhas do poder e bondade de Deus – impactando o mundo ao nosso redor com o amor do Senhor.
Minha oração é que a grandeza de Deus seja misturada dentro de você pelo Espírito, para que influencie o mundo ao seu redor de uma forma cada vez mais formidável.
Crendo sempre no melhor que Ele tem pra você,
Como filha de Deus, você, mulher, é rara. É uma pessoa única, com um poder de influência ímpar.
Nosso mundo hoje está em extrema necessidade de mulheres que dão exemplo do caráter de Deus – bondade, docilidade, paciência e poder.
Como mulheres cristãs, somos especialmente selecionadas por Deus para representá-lo. Temos oportunidades de demonstrar o amor dEle pelas pessoas que entram em contato conosco todos os dias.E, para que possamos estar preparadas pra tirar proveito destas oportunidades, Deus deseja nos libertar de todas as frustrações e desafios que possam nos impedir.
Creio que o que Deus tem para suas filhas é que andem em confiança e poder, sendo determinadas a influenciar o mundo ao seu redor com o amor e a verdade do Senhor.
Na realidade, muitas de nós têm uma grande capacidade e potencial que precisam ser trabalhados e desenvolvidos.
Como mulheres de Deus, temos um grande desejo dado por Deus para, de alguma forma, guiar os outros.
Temos o Espírito Santo em nós, e o Espírito de Deus nos torna excelentes.
Deus quer colocar mulheres fiéis numa boa posição em todas as áreas da vida, sendo exemplos divinos para aqueles que irão crer no Senhor, mesmo em circunstâncias adversas.
Depois de ter experimentado abuso na minha infância, acreditar em Deus foi um dos grandes desafios em minha vida. Tive que aprender a passar por todas as situações, grandes ou pequenas, simplesmente com a fé de uma criança. Eu preferi acreditar naquilo que Deus falava sobre mim – não no que as pessoas diziam. Eu aprendi a orar corajosamente por coisas que eu sabia que não merecia. Eu dei um passo de fé, confiando na bondade e misericórdia de Deus. Pela graça, o Senhor fez grandes coisas em resposta às minhas petições. E ele não faz acepção de pessoas – o que ele fez por mim fará por você.
Você também pode aprender a ser uma mulher corajosa de Deus – sendo positiva, confiante e sem ser envergonhada. Você pode aprender a ser determinada na doação – saindo de sua zona de conforto no momento de doar ao Senhor e aos outros. Você pode escolher trabalhar com determinação tendo a atitude pra dizer: “Vou concluir este projeto”. E mais importante, você pode encontrar formas de amar com determinação – trazendo o toque de cura e consolo do Senhor para onde quer que for.
À medida que escolhemos dar um passo à frente, crendo no melhor de Deus, nos tornaremos mulheres de fé e poder que desfrutam, confiantemente, de uma vida abundante.
Quando soubermos quem somos em Cristo, uma atitude de confiança vai irradiar de nós, e estamos certas de que o que a Palavra diz, pela fé, é nosso. O melhor de tudo é que seremos maravilhosas testemunhas do poder e bondade de Deus – impactando o mundo ao nosso redor com o amor do Senhor.
Minha oração é que a grandeza de Deus seja misturada dentro de você pelo Espírito, para que influencie o mundo ao seu redor de uma forma cada vez mais formidável.
Crendo sempre no melhor que Ele tem pra você,
Joyce Meyer
QUEM É JESUS ???
Para o cego, Jesus é luz.
Para o faminto, Jesus é o pão.
Para o sedento, Jesus é a fonte.
Para o morto, Jesus é a vida.
Para o enfermo Jesus é a cura.
Para o prisioneiro, Jesus é a liberdade.
Para o solitário, Jesus é o companheiro.
Para o mentiroso, Jesus é a Verdade.
Para o viajante, Jesus é o caminho.
Para o visitante, Jesus é a porta.
Para o sábio, Jesus é a sabedoria.
Para a medicina, Jesus é o médico dos médicos.
Para o réu, Jesus é o advogado.
Para o advogado, Jesus é o Juiz.
Para o Juiz, Jesus é a justiça.
Para o tristonho, Jesus é a alegria.
Para o leitor, Jesus é a palavra.
Para a gramática, Jesus é o verbo.
Para o pobre, Jesus é o tesouro.
Para o devedor, Jesus é o perdão.
Para o fraco, Jesus é a força.
Para o forte, Jesus é o vigor.
Para o inquilino, Jesus é a morada.
Para o fugitivo, Jesus é o esconderijo.
Para a ovelha, Jesus é o bom pastor.
Para o problemático, Jesus é a solução.
Para os magos, Jesus é a estrela do oriente.
Para o mundo, Jesus é o salvador.
Para os demônios, Jesus é o santo de Deus.
Para Deus, Jesus é o Filho amado.
Para o tempo, Jesus é o relógio de Deus.
Para o relógio, Jesus é a última hora.
Para Israel, Jesus é o Messias.
Para as nações, Jesus é o desejado.
Para a Igreja, Jesus é o noivo amado.
Para o vencedor, Jesus é a coroa.
Para o faminto, Jesus é o pão.
Para o sedento, Jesus é a fonte.
Para o morto, Jesus é a vida.
Para o enfermo Jesus é a cura.
Para o prisioneiro, Jesus é a liberdade.
Para o solitário, Jesus é o companheiro.
Para o mentiroso, Jesus é a Verdade.
Para o viajante, Jesus é o caminho.
Para o visitante, Jesus é a porta.
Para o sábio, Jesus é a sabedoria.
Para a medicina, Jesus é o médico dos médicos.
Para o réu, Jesus é o advogado.
Para o advogado, Jesus é o Juiz.
Para o Juiz, Jesus é a justiça.
Para o tristonho, Jesus é a alegria.
Para o leitor, Jesus é a palavra.
Para a gramática, Jesus é o verbo.
Para o pobre, Jesus é o tesouro.
Para o devedor, Jesus é o perdão.
Para o fraco, Jesus é a força.
Para o forte, Jesus é o vigor.
Para o inquilino, Jesus é a morada.
Para o fugitivo, Jesus é o esconderijo.
Para a ovelha, Jesus é o bom pastor.
Para o problemático, Jesus é a solução.
Para os magos, Jesus é a estrela do oriente.
Para o mundo, Jesus é o salvador.
Para os demônios, Jesus é o santo de Deus.
Para Deus, Jesus é o Filho amado.
Para o tempo, Jesus é o relógio de Deus.
Para o relógio, Jesus é a última hora.
Para Israel, Jesus é o Messias.
Para as nações, Jesus é o desejado.
Para a Igreja, Jesus é o noivo amado.
Para o vencedor, Jesus é a coroa.
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Feliz aniversário Henrique!
domingo, 24 de fevereiro de 2008
Isaías 45:2
"Eu irei adiante de ti. Endireitarei os caminhos tortuosos, quebrarei as portas de bronze e despedaçarei as trancas de ferro.
Te darei os tesouros escondidos e as riquezas encobertas para que saibas que eu sou o Senhor."
Te darei os tesouros escondidos e as riquezas encobertas para que saibas que eu sou o Senhor."
AMOR AO PODER X LIDERANÇA CRISTÃ:
Vivemos o tempo do “pós”: pós-industrialização, pós-modernidade, pós-reforma, etc. Presenciamos também a época do “des”: desreferencialização, dessubstancialização, desindexação, descartabilidade, etc. Tais prefixos nos fazem pensar que ultrapassamos alguma coisa, alguma fase, alguma situação, mas também nos ajudam a entender que nessa superação algo ficou para trás, sendo abandonado, descartado, tornando-se ultrapassado, anacrônico.
Esta situação faz-me pensar na dificuldade que paira muitas vezes em nosso meio de acompanharmos o espírito dos tempos, o “zeitgeist”, de maneira crítica e consciente, aperfeiçoando, moldando e contextualizando os nossos modelos. Trabalhamos às vezes sobre modelos que já foram significativos um dia, tornando-se sacralizados com o tempo e hoje muitas vezes obsoletos. Por um lado, alguns desses modelos não refletem a Bíblia, porque não são alicerçados em princípios bíblicos, e por outro, demonstram uma total desatualização em relação aos padrões contemporâneos, pois se tornaram temporalmente descontextualizados.
Mais especificamente, isso vem acontecendo com insistência em nossos modelos administrativos eclesiásticos. Apesar de reafirmarmos categoricamente que o correto modelo administrativo é estruturado sobre a democracia, sabemos que esta pode muitas vezes se degenerar em demagogia, oligarquia e até em tirania. Por isso, a democracia precisa ser vivida em sua plenitude, tanto por quem recebeu a autoridade para governar (o governante), como por quem concedeu a autoridade para governar (o povo, um grupo, uma comunidade, etc). O governante deve exercer a autoridade com justiça, não em causa própria ou dos seus, mas para o bem do povo. Por isso não deve buscar os seus interesses próprios. O grupo deve, por sua vez, acompanhar o ato de governar do líder, apontando os desvios dos projetos iniciais, quando ocorridos, e ajudando-o a corrigí-los para o bem de todos.
Infelizmente, nem sempre a liderança em “nossos arraiais” é exercida assim. Fala-se muito em democracia, em ministério participativo e colegiado, em Qualidade Total, em distribuição de autoridade e responsabilidade, mas na verdade ruma-se para o sentido oposto. É incrível a onda de autoritarismo e de centralização de poder existente no meio evangélico contemporâneo! Embora alguns afirmem que este é um problema ligado às tendências fundamentalistas do mundo hodierno, na verdade o que se percebe é a presença de nefastos “jogos de poder”.
Em nome do poder, absurdos e contradições são cometidos, valores são abandonados e ideais são perdidos de vista. Em nome do poder alguns esquecem o tão falado amor, para ter a liberdade de trucidar os outros. Por amor ao poder outros sacrificam valores significativos como companheirismo, fidelidade, verdade, honestidade e transparência para que trapaças sejam engendradas. Por amor ao poder sacrificam-se os homens em favor das estruturas e instituições. Por causa do desejo de poder o outro deixa de ser “uma bênção” e se torna um problema em nossas vidas. Maldito poder, que faz com que muitos neguem os mais altos valores cristãos !!! Maldito poder que se contrapõe ao desejo de unidade !!! Maldito amor ao poder que se torna uma das maiores armas do Não-Ser !!!
Precisamos de modelos administrativos eficientes, competentes, de qualidade, objetivos, organizados e visionários. Mais do que isso, necessitamos de modelos administrativos alternativos, mas acima de tudo cristãos, firmados no amor, na descentralização, na cooperação, na valorização do outro, na participação, na transparência, no diálogo, no compromisso com a verdade e com a justiça. Modelos onde a nossa justiça possa “exceder a dos escribas e fariseus”! Modelos onde o líder não busca ser servido, mas servir a todos os outros; onde líder não é o que manda, mas o que serve ! Buscamos modelos administrativos que proporcionem o crescimento de cada um e do grupo como um todo, não apenas de alguns escolhidos ou daqueles que estão em evidência !
Que a “crise do discurso” existente no mundo hodierno não iniba “o discurso competente” que começa a ser vislumbrado nos arraiais evangélicos, marcado pela relação proporcional de equivalência entre teoria e prática, e discurso e ação. Que continuemos a elaborar nossos modelos teológicos, éticos, relacionais e administrativos a partir de princípios escriturísticos e que tais práticas modelares não manifestem contradições. Que o amor ao poder, tão comum no mundo contemporâneo, seja trocado pelo poder de amar (Tillich) e que somente assim compreendamos o real sentido da liderança e administração cristãs: o serviço. Que o espírito de competitividade seja trocado pelo de cooperação, e que unidos construamos instituições mais solidárias. Que também no meio evangélico vivenciemos o tempo do “pós-autoritarismo”e da “des-centralização”. Só assim, os fracassos administrativos se transformarão em vitórias ministeriais.
Pr. Diogo Magalhães
Ex-Prof. de Teologia Contemporânea no
STBE – Semin. Teológ. Batista Equatorial – Belém/PA
Esta situação faz-me pensar na dificuldade que paira muitas vezes em nosso meio de acompanharmos o espírito dos tempos, o “zeitgeist”, de maneira crítica e consciente, aperfeiçoando, moldando e contextualizando os nossos modelos. Trabalhamos às vezes sobre modelos que já foram significativos um dia, tornando-se sacralizados com o tempo e hoje muitas vezes obsoletos. Por um lado, alguns desses modelos não refletem a Bíblia, porque não são alicerçados em princípios bíblicos, e por outro, demonstram uma total desatualização em relação aos padrões contemporâneos, pois se tornaram temporalmente descontextualizados.
Mais especificamente, isso vem acontecendo com insistência em nossos modelos administrativos eclesiásticos. Apesar de reafirmarmos categoricamente que o correto modelo administrativo é estruturado sobre a democracia, sabemos que esta pode muitas vezes se degenerar em demagogia, oligarquia e até em tirania. Por isso, a democracia precisa ser vivida em sua plenitude, tanto por quem recebeu a autoridade para governar (o governante), como por quem concedeu a autoridade para governar (o povo, um grupo, uma comunidade, etc). O governante deve exercer a autoridade com justiça, não em causa própria ou dos seus, mas para o bem do povo. Por isso não deve buscar os seus interesses próprios. O grupo deve, por sua vez, acompanhar o ato de governar do líder, apontando os desvios dos projetos iniciais, quando ocorridos, e ajudando-o a corrigí-los para o bem de todos.
Infelizmente, nem sempre a liderança em “nossos arraiais” é exercida assim. Fala-se muito em democracia, em ministério participativo e colegiado, em Qualidade Total, em distribuição de autoridade e responsabilidade, mas na verdade ruma-se para o sentido oposto. É incrível a onda de autoritarismo e de centralização de poder existente no meio evangélico contemporâneo! Embora alguns afirmem que este é um problema ligado às tendências fundamentalistas do mundo hodierno, na verdade o que se percebe é a presença de nefastos “jogos de poder”.
Em nome do poder, absurdos e contradições são cometidos, valores são abandonados e ideais são perdidos de vista. Em nome do poder alguns esquecem o tão falado amor, para ter a liberdade de trucidar os outros. Por amor ao poder outros sacrificam valores significativos como companheirismo, fidelidade, verdade, honestidade e transparência para que trapaças sejam engendradas. Por amor ao poder sacrificam-se os homens em favor das estruturas e instituições. Por causa do desejo de poder o outro deixa de ser “uma bênção” e se torna um problema em nossas vidas. Maldito poder, que faz com que muitos neguem os mais altos valores cristãos !!! Maldito poder que se contrapõe ao desejo de unidade !!! Maldito amor ao poder que se torna uma das maiores armas do Não-Ser !!!
Precisamos de modelos administrativos eficientes, competentes, de qualidade, objetivos, organizados e visionários. Mais do que isso, necessitamos de modelos administrativos alternativos, mas acima de tudo cristãos, firmados no amor, na descentralização, na cooperação, na valorização do outro, na participação, na transparência, no diálogo, no compromisso com a verdade e com a justiça. Modelos onde a nossa justiça possa “exceder a dos escribas e fariseus”! Modelos onde o líder não busca ser servido, mas servir a todos os outros; onde líder não é o que manda, mas o que serve ! Buscamos modelos administrativos que proporcionem o crescimento de cada um e do grupo como um todo, não apenas de alguns escolhidos ou daqueles que estão em evidência !
Que a “crise do discurso” existente no mundo hodierno não iniba “o discurso competente” que começa a ser vislumbrado nos arraiais evangélicos, marcado pela relação proporcional de equivalência entre teoria e prática, e discurso e ação. Que continuemos a elaborar nossos modelos teológicos, éticos, relacionais e administrativos a partir de princípios escriturísticos e que tais práticas modelares não manifestem contradições. Que o amor ao poder, tão comum no mundo contemporâneo, seja trocado pelo poder de amar (Tillich) e que somente assim compreendamos o real sentido da liderança e administração cristãs: o serviço. Que o espírito de competitividade seja trocado pelo de cooperação, e que unidos construamos instituições mais solidárias. Que também no meio evangélico vivenciemos o tempo do “pós-autoritarismo”e da “des-centralização”. Só assim, os fracassos administrativos se transformarão em vitórias ministeriais.
Pr. Diogo Magalhães
Ex-Prof. de Teologia Contemporânea no
STBE – Semin. Teológ. Batista Equatorial – Belém/PA
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
ESCRAVIDÃO E PROMESSA
Em nossa caminhada neste mundo, nos deparamos com diversas situações que nos mostram que a vida tem estações diferenciadas. Um dia é de prazer e outro de lutas; um dia é de bonança e outro de temporais; um dia é de fartura e satisfação plena, outro dia vivemos a escassez e sensações decorrentes como o medo, a insegurança, a falta de visão e de fé.
A história do povo de Israel no Êxodo nos ensina verdades profundas sobre a vida de escravo, a vida no deserto e a chegada na terra da promessa.
Durante o período de escravidão, Israel ficou submetido aos mandos e desmandos do governo do Egito. Seu querer e seu realizar provinham de ordens superiores. Não havia liberdade de escolha, de ir e vir, de contraposição de idéias ou de mudança de direção nos seus rumos.
Isso provocou no povo de Israel uma visão de si mesmo e do mundo tacanha, acanhada e medíocre. Era uma visão escrava.
Assim, Moisés, líder escolhido por Deus para cumprir Seu propósito de tirar o povo da escravidão e levá-lo à terra prometida, teve como seu maior desafio ao conduzir este povo do Egito à Canaã, mudar a mentalidade de escravos que eles absorveram e que lhes parecia natural.
À medida que caminhavam no rumo da promessa, algumas situações desconfortáveis se apresentaram no caminho, e foram suficientes para o povo mostrar sua insatisfação por ter saído do Egito, onde tinham panelas fartas e lugar certo para dormir, apesar da escravidão em que se encontravam.
Naqueles momentos de murmuração, eles não conseguiam ver a concretização de tantos milagres que o Senhor já operava entre eles. Não viam a beleza do maná diário, da água vinda da rocha, das roupas que não se acabavam, da sombra da nuvem e da coluna de fogo. Eles tinham uma expectativa muito negativa daquele caminho no qual adentravam, apesar de saberem que Deus os tirou com mão forte do Egito e os conduzia pessoalmente através da obediência de Moisés.
A mentalidade escrava, então, gera o medo.
- E o medo paralisa, atormenta e castra potenciais. Tira o foco da promessa e o põe nas circunstâncias.
- Na verdade, o medo infama a promessa. Podemos constatar isso quando os espias foram observar a terra que Deus lhes tinha prometido para se prepararem para a possuir. A maioria dos espias só viu o tamanho dos gigantes que habitavam na terra de Canaã, percebendo-se a eles próprios como gafanhotos. Perderam de vista, então, o tamanho do seu Deus. Assim, o medo gera insegurança, uma inferiorização de si mesmo e uma supervalorização do inimigo.
Quando pensamos que tudo está tão difícil a nossa volta e que não vamos conseguir romper no que nos propomos, mesmo tendo promessa de Deus, é sintoma de medo.
- O medo gera, também, murmuração, como já vimos. Conquista e murmuração não caminham juntas. A murmuração é linguagem do inferno. O murmurador vive rodeando as montanhas em desespero, em ansiedade. E Deus reservou o topo das montanhas para nós.
- E, como conseqüência da murmuração, o medo gera a rebelião. A rebelião leva o homem de volta para a terra da escravidão. Só o escravo é capaz de fazer rebelião. O rebelde não conquista.
- E, por último, o medo gera a incredulidade, pois a mentalidade escrava não consegue assimilar a fé. Até acredita que Deus pode operar grandes coisas, mas não crê nisso para si.
O resultado dessa vida distante da promessa e das verdades de Deus é que o povo perdeu a bênção, morreu todo no deserto. Deus tirou deles a promessa e a deu a uma outra geração.
As estações diversificadas na nossa vida existem para que aprendamos a viver em cada uma delas na fé e na dependência de Deus, mantendo os olhos no alvo e vendo a promessa que irá se cumprir, certamente, pois quem a fez é totalmente fiel para cumpri-la. Não precisamos ter medo de nada. O verdadeiro amor lança fora todo o medo.
Isso nos levará a uma vida cristã realmente de qualidade, experimentando e usufruindo de todas as bênçãos decorrentes da obra consumada por Jesus na cruz.
Para cada situação inóspita que se nos aparecer, Deus nos surpreenderá com seus mais elevados recursos de transformação de circunstâncias, mostrando-nos que só a nossa fé pode nos levar a lugares altos em Deus e nunca antes explorados por nós.
“OS GRANDES NAVEGADORES DEVEM SUA REPUTAÇÃO AOS GRANDES TEMPORAIS E TEMPESTADES”
A história do povo de Israel no Êxodo nos ensina verdades profundas sobre a vida de escravo, a vida no deserto e a chegada na terra da promessa.
Durante o período de escravidão, Israel ficou submetido aos mandos e desmandos do governo do Egito. Seu querer e seu realizar provinham de ordens superiores. Não havia liberdade de escolha, de ir e vir, de contraposição de idéias ou de mudança de direção nos seus rumos.
Isso provocou no povo de Israel uma visão de si mesmo e do mundo tacanha, acanhada e medíocre. Era uma visão escrava.
Assim, Moisés, líder escolhido por Deus para cumprir Seu propósito de tirar o povo da escravidão e levá-lo à terra prometida, teve como seu maior desafio ao conduzir este povo do Egito à Canaã, mudar a mentalidade de escravos que eles absorveram e que lhes parecia natural.
À medida que caminhavam no rumo da promessa, algumas situações desconfortáveis se apresentaram no caminho, e foram suficientes para o povo mostrar sua insatisfação por ter saído do Egito, onde tinham panelas fartas e lugar certo para dormir, apesar da escravidão em que se encontravam.
Naqueles momentos de murmuração, eles não conseguiam ver a concretização de tantos milagres que o Senhor já operava entre eles. Não viam a beleza do maná diário, da água vinda da rocha, das roupas que não se acabavam, da sombra da nuvem e da coluna de fogo. Eles tinham uma expectativa muito negativa daquele caminho no qual adentravam, apesar de saberem que Deus os tirou com mão forte do Egito e os conduzia pessoalmente através da obediência de Moisés.
A mentalidade escrava, então, gera o medo.
- E o medo paralisa, atormenta e castra potenciais. Tira o foco da promessa e o põe nas circunstâncias.
- Na verdade, o medo infama a promessa. Podemos constatar isso quando os espias foram observar a terra que Deus lhes tinha prometido para se prepararem para a possuir. A maioria dos espias só viu o tamanho dos gigantes que habitavam na terra de Canaã, percebendo-se a eles próprios como gafanhotos. Perderam de vista, então, o tamanho do seu Deus. Assim, o medo gera insegurança, uma inferiorização de si mesmo e uma supervalorização do inimigo.
Quando pensamos que tudo está tão difícil a nossa volta e que não vamos conseguir romper no que nos propomos, mesmo tendo promessa de Deus, é sintoma de medo.
- O medo gera, também, murmuração, como já vimos. Conquista e murmuração não caminham juntas. A murmuração é linguagem do inferno. O murmurador vive rodeando as montanhas em desespero, em ansiedade. E Deus reservou o topo das montanhas para nós.
- E, como conseqüência da murmuração, o medo gera a rebelião. A rebelião leva o homem de volta para a terra da escravidão. Só o escravo é capaz de fazer rebelião. O rebelde não conquista.
- E, por último, o medo gera a incredulidade, pois a mentalidade escrava não consegue assimilar a fé. Até acredita que Deus pode operar grandes coisas, mas não crê nisso para si.
O resultado dessa vida distante da promessa e das verdades de Deus é que o povo perdeu a bênção, morreu todo no deserto. Deus tirou deles a promessa e a deu a uma outra geração.
As estações diversificadas na nossa vida existem para que aprendamos a viver em cada uma delas na fé e na dependência de Deus, mantendo os olhos no alvo e vendo a promessa que irá se cumprir, certamente, pois quem a fez é totalmente fiel para cumpri-la. Não precisamos ter medo de nada. O verdadeiro amor lança fora todo o medo.
Isso nos levará a uma vida cristã realmente de qualidade, experimentando e usufruindo de todas as bênçãos decorrentes da obra consumada por Jesus na cruz.
Para cada situação inóspita que se nos aparecer, Deus nos surpreenderá com seus mais elevados recursos de transformação de circunstâncias, mostrando-nos que só a nossa fé pode nos levar a lugares altos em Deus e nunca antes explorados por nós.
“OS GRANDES NAVEGADORES DEVEM SUA REPUTAÇÃO AOS GRANDES TEMPORAIS E TEMPESTADES”
JOELCILÉA AIRES
sábado, 16 de fevereiro de 2008
LETRAS - LINGUA FRANCESA - UFPA 2008
“Seja bendito o nome de Deus, de eternidade a eternidade, porque dele é a sabedoria e o poder”. Daniel 2:20
Felipe, filho querido e abençoado
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
A gente se torna eternamente responsável por aquilo que cativa
(...) E foi então que apareceu a raposa:- Bom dia - disse a raposa.
- Bom dia - respondeu polidamente o principezinho que se voltou mas não viu nada.
- Eu estou aqui - disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? - perguntou o principezinho. - Tu és bem bonita.
- Sou uma raposa - disse a raposa.
- Vem brincar comigo - propôs o Príncipe - estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo - disse a raposa. - Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa - disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- O que quer dizer "cativar"?
- Tu não és daqui - disse a raposa. - Que procuras?
- Procuro amigos - disse. - Que quer dizer cativar?
- É uma coisa muito esquecida - disse a raposa. - Significa "criar laços"...
- Criar laços? - Exatamente. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessiddade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo...
Mas a raposa voltou a sua idéia:
- Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música. E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então serás maravilhoso quando me tiverdes cativado. O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento do trigo...
A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:
- Por favor, cativa-me! - disse ela.
- Bem quisera - disse o principe - mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou - disse a raposa. - Os homens não tem tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres uma amiga, cativa-me!
- Os homens esqueceram a verdade - disse a raposa. - Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.
Antoine de Saint-Exupéry
O Pequeno Príncipe
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
É Proibido Pensar - João Alexandre
João Alexandre está divulgando seu décimo quarto trabalho, o polêmico CD “É proibido pensar”. Na música que dá nome ao disco João revela não só sua indignação com a corrupção do país, mas também com a superficialidade nas atitudes e postura da Igreja, que está tendo reflexo nas letras da música gospel nacional.O álbum foi gravado entre julho e setembro do ano passado e está sendo distribuído pela VPC.
O repertório tem início com "Na Tua presença" que traz uma interpretação violão e voz de João. O hino é uma confissão comum a todos os cristãos do mundo que versa sobre o lugar de onde nunca deveríamos sair.
Parabéns ao João Alexandre. Que Deus continue abençoando sua vida, e permitindo que ele nos presenteie sempre com suas maravilhosas composições.
É Proibido Pensar - João Alexandre
O vídeo está postado no Youtube
http://br.youtube.com/watch?v=87ubQOyrtZQ
Procuro alguém pra resolver meu problema
Pois não consigo me encaixar nesse esquema,
São sempre variações do mesmo tema,
Meras repetições...
A extravagância vem de todos os lados,
E faz chover profetas apaixonados,
Morrendo em pé, rompendo em fé dos cansados...
Que ouvem suas canções...
Estar de bem com a vida é muito mais que renascer...
Deus já me deu sua palavra...
E é por ela que eu ainda guio o meu viver!
Reconstruindo o que Jesus derrubou...
Recosturando o véu que a cruz já rasgou...
Ressuscitando a lei, pisando na graça, negociando com Deus!
No show da fé milagre é tão natural,
Que até pregar com a mesma voz é normal...
Nesse evangeliquês universal... se apossando dos céus...
Estão diante do trono, caçadores de Deus ao som de um shofar
E mais um ídolo importado dita as regras para nos escravizar:
É proibido pensar!
sábado, 9 de fevereiro de 2008
FELIZ ANIVERSÁRIO, LÉA. DEUS TE ABENÇOE
"Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo" (Salmo 42:1,2).
Fotos do almoço em comemoração a mais um ano de vida de nossa irmã Léa.
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