quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

ESCRAVIDÃO E PROMESSA

Em nossa caminhada neste mundo, nos deparamos com diversas situações que nos mostram que a vida tem estações diferenciadas. Um dia é de prazer e outro de lutas; um dia é de bonança e outro de temporais; um dia é de fartura e satisfação plena, outro dia vivemos a escassez e sensações decorrentes como o medo, a insegurança, a falta de visão e de fé.
A história do povo de Israel no Êxodo nos ensina verdades profundas sobre a vida de escravo, a vida no deserto e a chegada na terra da promessa.
Durante o período de escravidão, Israel ficou submetido aos mandos e desmandos do governo do Egito. Seu querer e seu realizar provinham de ordens superiores. Não havia liberdade de escolha, de ir e vir, de contraposição de idéias ou de mudança de direção nos seus rumos.
Isso provocou no povo de Israel uma visão de si mesmo e do mundo tacanha, acanhada e medíocre. Era uma visão escrava.
Assim, Moisés, líder escolhido por Deus para cumprir Seu propósito de tirar o povo da escravidão e levá-lo à terra prometida, teve como seu maior desafio ao conduzir este povo do Egito à Canaã, mudar a mentalidade de escravos que eles absorveram e que lhes parecia natural.
À medida que caminhavam no rumo da promessa, algumas situações desconfortáveis se apresentaram no caminho, e foram suficientes para o povo mostrar sua insatisfação por ter saído do Egito, onde tinham panelas fartas e lugar certo para dormir, apesar da escravidão em que se encontravam.
Naqueles momentos de murmuração, eles não conseguiam ver a concretização de tantos milagres que o Senhor já operava entre eles. Não viam a beleza do maná diário, da água vinda da rocha, das roupas que não se acabavam, da sombra da nuvem e da coluna de fogo. Eles tinham uma expectativa muito negativa daquele caminho no qual adentravam, apesar de saberem que Deus os tirou com mão forte do Egito e os conduzia pessoalmente através da obediência de Moisés.
A mentalidade escrava, então, gera o medo.
- E o medo paralisa, atormenta e castra potenciais. Tira o foco da promessa e o põe nas circunstâncias.
- Na verdade, o medo infama a promessa. Podemos constatar isso quando os espias foram observar a terra que Deus lhes tinha prometido para se prepararem para a possuir. A maioria dos espias só viu o tamanho dos gigantes que habitavam na terra de Canaã, percebendo-se a eles próprios como gafanhotos. Perderam de vista, então, o tamanho do seu Deus. Assim, o medo gera insegurança, uma inferiorização de si mesmo e uma supervalorização do inimigo.
Quando pensamos que tudo está tão difícil a nossa volta e que não vamos conseguir romper no que nos propomos, mesmo tendo promessa de Deus, é sintoma de medo.
- O medo gera, também, murmuração, como já vimos. Conquista e murmuração não caminham juntas. A murmuração é linguagem do inferno. O murmurador vive rodeando as montanhas em desespero, em ansiedade. E Deus reservou o topo das montanhas para nós.
- E, como conseqüência da murmuração, o medo gera a rebelião. A rebelião leva o homem de volta para a terra da escravidão. Só o escravo é capaz de fazer rebelião. O rebelde não conquista.
- E, por último, o medo gera a incredulidade, pois a mentalidade escrava não consegue assimilar a fé. Até acredita que Deus pode operar grandes coisas, mas não crê nisso para si.
O resultado dessa vida distante da promessa e das verdades de Deus é que o povo perdeu a bênção, morreu todo no deserto. Deus tirou deles a promessa e a deu a uma outra geração.
As estações diversificadas na nossa vida existem para que aprendamos a viver em cada uma delas na fé e na dependência de Deus, mantendo os olhos no alvo e vendo a promessa que irá se cumprir, certamente, pois quem a fez é totalmente fiel para cumpri-la. Não precisamos ter medo de nada. O verdadeiro amor lança fora todo o medo.
Isso nos levará a uma vida cristã realmente de qualidade, experimentando e usufruindo de todas as bênçãos decorrentes da obra consumada por Jesus na cruz.
Para cada situação inóspita que se nos aparecer, Deus nos surpreenderá com seus mais elevados recursos de transformação de circunstâncias, mostrando-nos que só a nossa fé pode nos levar a lugares altos em Deus e nunca antes explorados por nós.

“OS GRANDES NAVEGADORES DEVEM SUA REPUTAÇÃO AOS GRANDES TEMPORAIS E TEMPESTADES”

JOELCILÉA AIRES

Um comentário:

Anônimo disse...

Felicitation!!!!!!!!
Congratulations!!!!!
Well done!!!!!
Vai nessa tua força pois ainda vem muitas coisas pela frente!!!!
É tempo de colheita!!!